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Pharol com prejuízos de €137 milhões até setembro

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Dona de 27,5% da Oi justifica prejuízos com incorporação dos resultados negativos da empresa brasileira e redução da valorização de opção de compra

A Pharol, dona de 27,5% da brasileira Oi, registou um prejuízo de 137 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano devido à incorporação dos resultados negativos da Oi e da redução da valorização de opção de compra, anunciou a empresa.

Em comunicado enviado na segunda-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Pharol adianta que o resultado líquido atribuível aos acionistas registou um prejuízo de 137 milhões de euros até setembro e um ganho de 368 milhões de euros em igual período de 2014.

"O resultado líquido dos nove meses de 2015 reflete essencialmente as perdas associadas a participação efetiva da Pharol no resultado líquido negativo apurado pela Oi, à redução da valorização da opção de compra e aos custos operacionais", justifica a empresa liderada por Luís Palha da Silva.

Ou seja, o resultado líquido negativo entre janeiro e setembro refletem as perdas de 65 milhões de euros em empreendimentos conjuntos e associadas, correspondente essencialmente à participação da empresa portuguesa na Oi, os custos operacionais consolidados de 17 milhões de euros, que incluíram custos não recorrentes de assessoria financeira e legal e perdas de 57 milhões de euros decorrentes do impacto da desvalorização do real e do preço das ações da operadora brasileira na valorização da opção de compra.

Desde 8 de outubro, a Pharol detém direta e indiretamente, através de subsidiárias 100% detidas, 183,662,204 ações ordinárias da Oi, representativas de 27,2% do capital social da operadora de telecomunicações brasileira.

O direito de voto da Pharol na Oi está limitado a 15% do total de ações ordinárias.

No período em análise, os custos ooperacionais consolidados atingiram 16,6 milhões de euros, contra 35,3 milhões de euros um ano antes. Esta evolução é explicada por custos menores com pessoal devido a remunerações variáveis mais baixas, menores custos com serviços de terceiros, relacionados com serviços não recorrentes de assessoria financeira e legal e menos impostos indiretos.

"Os custos não recorrentes de assessoria financeira e legal mencionados já estão integralmente refletidos nos resultados da Pharol e ascenderam a 6,5 milhões de euros durante os nove meses de 2015", refere a empresa.

O resultado antes de impostos, juros, amortizações e depreciações (EBITDA) foi de 16,6 milhões de euros negativos até setembro, melhorando face aos 35,3 milhões de euros negativos um ano antes.

"Estamos satisfeitos com a evolução alcançada nas principais áreas de atividade. A nossa participada Oi teve um desempenho operacional sólido, mesmo considerando o ambiente económico complicado que vive o Brasil", refere Luís Palha da Silva, citado no comunicado.

"Na Pharol, a externalização de serviços e os rigorosos critérios de contenção de custos estão a contribuir para uma muito maior eficiência da organização" e a empresa permanece totalmente focada na avaliação contínua das alternativas estratégicas para otimizar os ativos da Oi e da Rioforte e determinar as melhores opções de remuneração aos seus acionistas", conclui o presidente do Conselho de Administração.

A antiga PT SGPS, que mudou o nome para Pharol no verão passado, relembra que, após o cumprimento de todas as condições contratuais, foi concretizada a venda a 02 de junho da PT Portugal pela Oi aos franceses da Altice, "envolvendo substancialmente as operações conduzidas" pela dona da Meo "em Portugal e na Hungria".

"Pela aquisição da PT Portugal, a Altice Portugal desembolsou o valor total de 5,789 mil milhões de euros, dos quais 4,92 mil milhões de euros foram recebidos, em caixa, pela Oi, e 869 milhões de euros foram destinados a imediatamente pagar dívidas da PT Portugal em euros", recorda.