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Mota-Engil não receia reversão da venda da EGF

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Presidente da contrutora não está preocupado com a intenção do atual Governo de reverter a privatização da EGF, ganha pela sua participada Suma. “Já pagámos”, afirma António Mota

A compra da EGF por parte da Mota Engil é para António Mota um ato consumado e arrumado. "Já pagámos”, justifica o presidente da empresa portuguesa da construção civil, afirmando não estar preocupado com a intenção do atual Governo de reverter a privatização da EGF, ganha pela Suma, participada da Mota-Engil.

António Mota disse nada recear, apesar de o PS, agora no Governo, ter anunciado que pretende “travar o processo de privatização da EGF, com fundamento na respetiva ilegalidade e desde que tal não implique o pagamento de indemnizações ao concorrente escolhido, de modo a inverter a excessiva concentração e a forte distorção da concorrência existentes no setor dos resíduos”, lê-se numa das medidas do acordo à esquerda.

“Já pagámos, somos acionistas, está a funcionar, temos a gestão e o conselho de administração, eu sou membro do conselho de administração de algumas das associadas... não receio nada, a gente adapta-se a tudo”, afirma António Mota, citado pela Lusa.

A venda da EGF ao consórcio SUMA (da Mota-Engil), que rendeu à Águas de Portugal 150 milhões de euros, foi uma das mais polémicas operações de venda do Executivo de Passos Coelho, com forte contestação de alguns municípios, que tentaram travar o negócio nos tribunais. A Câmara de Lisboa, então liderada por António Costa, chegou a acusar a EGF de “violação do dever de lealdade”.

No ano passado, a Associação Nacional de Municípios Portugueses emitiu um parecer desfavorável à privatização, por não estarem garantidas a “salvaguarda do serviço público, a evolução tarifária e a manutenção dos interesses dos municípios” e “das populações”. Na altura, o PS acusou o governo de estar a iniciar o “desmantelamento do grupo Águas de Portugal” e de não se preocupar com a “garantia do interesse público ou dos consumidores”, mas apenas em “privatizar uma empresa que era lucrativa”.