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Juros da dívida portuguesa em mínimos de sete meses

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Os juros das Obrigações do Tesouro português a 10 anos desceram esta terça-feira para 2,28%, um mínimo que já não se verificava há quase sete meses. A maior queda da sessão de hoje nos juros naquele prazo de referência registou-se com as obrigações espanholas

Jorge Nascimento Rodrigues

Depois de uma manhã de terça-feira com as yields da dívida soberana dos membros do euro em alta no mercado secundário, a trajetória inverteu-se, com exceção da Grécia.

No prazo de referência, a 10 anos, as yields das obrigações espanholas desceram nove pontos base em relação a segunda-feira, fechando em 1,5%, e as relativas às Obrigações do Tesouro português (OT) caíram cinco pontos base, encerrando a sessão em 2,28%. Este nível já não se registava desde o início de maio. É um mínimo de sete meses.

A trajetória descendente no mercado secundário abrangeu toda a zona euro, com exceção da Grécia, com as yields das obrigações helénicas a 10 anos a fecharem a subir 17 pontos base para 7,68%.

O prémio de risco da dívida portuguesa continua a descer, fechando esta terça-feira em 181 pontos base, o equivalente a um diferencial de 1,81 pontos percentuais em relação ao custo de financiamento da dívida alemã, que serve de referência. A maior descida do dia no prémio de risco registou-se para Espanha, com uma redução de sete pontos base, fechando em 103 pontos base (um pouco mais de 1 ponto percentual).

A semana vai estar dominada pela reunião do Banco Central Europeu na quinta-feira onde poderá ser aprovado um conjunto de novos estímulos monetários dentro da estratégia comunicada recentemente por Mario Draghi de que o banco central, de que é presidente, fará tudo o que for necessário para fazer subir a inflação o mais rápido possível. Na quarta-feira, o Eurostat divulga a estimativa para a inflação na zona euro em novembro.

O dia ficou marcado na União Europeia pela declaração do ministro polaco para os Assuntos Europeus que disse apoiar a posição do Reino Unido de instituir a União como um sistema multi-divisas e não tendencialmente no sentido de uma moeda única, não obrigando legalmente países como a Polónia, República Checa e Suécia a aderirem ao euro.