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Bolsas. Dezembro abre com ganhos na Ásia e Europa segue na mesma direção

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A inclusão da moeda chinesa no cabaz de divisas do FMI gerou um efeito positivo, a par da subida dos índices PMI Nikkei e Caixin/Markit para o sector industrial no Japão e na China. Europa aguarda dados sobre inflação na zona euro amanhã e reunião do BCE com mais estímulos na quinta-feira. PSI 20 abre em linha com ganhos europeus

Jorge Nascimento Rodrigues

As bolsas na Ásia Pacífico registaram ganhos esta terça-feira, primeira sessão de dezembro, depois de terem fechado segunda-feira com perdas de 1,03%. A maior subida diária na Ásia Pacífico registou-se hoje na bolsa de Sidney com o índice ASX 200 a subir 1,93%.

Em Tóquio, os índices Nikkei 225 e TOPIX fecharam a ganhar 1,34% e 1,37% respetivamente. O índice KOSPI de Seul subiu 1,6% e os índices de Taiwan, em Taipé, e Hang Seng, em Hong Kong, ganharam 1,7% cada. Na China, a situação foi mista nas duas principais bolsas: o índice composto de Xangai subiu 0,32% e o índice composto de Shenzhen perdeu 0,24%. O índice CSI 300, das trezentas principais cotadas nas duas bolsas, registou ganhos de 0,71%.

Impacto positivo da decisão do FMI

A sessão da Ásia, a primeira a fechar neste primeiro de dezembro, beneficiou do impacto positivo da decisão do Fundo Monetário Internacional (FMI) em incluir a partir de 1 de outubro de 2016 a moeda chinesa no seu cabaz de divisas que suporta a unidade de conta do Fundo e atribui-lhe um peso que a coloca na terceira posição, à frente do iene e da libra esterlina. Na sequência da decisão do FMI, considerada histórica por muitos analistas, a moeda chinesa desvalorizou face ao dólar. Entre o câmbio de fecho a 29 de novembro e o câmbio registado no fecho da sessão na Ásia desta terça-feira, a valorização do dólar foi de 0,2%, e durante o dia chegou a 0,26%. O dólar trocava-se por 6,38605 yuans a 29 de novembro e chegou a 6,40234 yuans na sessão de hoje na Ásia (madrugada na Europa).

Também teve impacto positivo a divulgação dos índices PMI (que refletem a opinião dos responsáveis por compras) para o sector industrial da China e Japão. No caso da China, o índice PMI não oficial, Caixin/Markit, revelou uma subida de 48,3 em outubro para 48,6 em novembro; no entanto, continuando abaixo de 50 indica situação de contração económica. No entanto, o índice oficial PMI aponta para uma descida de 49,8 em outubro para 49,6 em novembro, o nível mais baixo desde agosto de 2012. No caso do sector industrial nipónico, o índice PMI subiu de 52,4 em outubro para 52,6 em novembro.

O índice da Bloomberg para as matérias-primas fechou a sessão asiática a subir 0,59%.

Europa à espera de Draghi

A Europa abriu em terreno positivo, com o índice PSI 20, da Bolsa de Lisboa, a ganhar 0,25%. Mas a tendência ainda não está definida em duas grandes praças financeiras, Frankfurt e Paris. Os futuros em Wall Street estão a negociar em terreno positivo. A Europa fechou na segunda-feira com ganhos ligeiros de 0,1%.

Os mercados fnanceiros na Europa esperam pelos dados da inflação da zona euro em novembro, que serão divulgados na quarta-feira pelo Eurostat, e pelas decisões do Banco Central Europeu na reunião de quinta-feira, em que a expetativa dos analistas é da aprovação de um pacote de mais estímulos monetários.

A inflação na zona euro tem flutuado nos últimos três meses entre 0,1% em agosto, -0,1% em setembro (recaída em inflação negativa, o que já não sucedia desde março) e 0,1% em outubro.

  • A partir de 1 de outubro de 2016, o renminbi passa a fazer parte do cabaz de divisas que suporta a unidade de conta do FMI. O euro é a divisa que perde mais peso nesse cabaz, com a moeda chinesa a entrar representando 10,92%. "Um momento histórico", diz Dan Steinbock

  • As bolsas dos mercados emergentes e de fronteira afundaram mais de 4%. Na Ásia Pacífico e na Europa a quebra mensal foi quase 2%. Só as bolsas norte-americanas fecharam ligeiramente acima da linha de água. Mês fica marcado pelo crash nas bolsas chinesas a 27 de novembro e uma desvalorização do euro de quase 4%