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Aumento da esperança de vida dita mais cortes nas reformas antecipadas

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Todos aqueles que decidam abandonar o mercado de trabalho antes dos 66 anos e dois meses em 2016 terão um corte de 13,3% na reforma

Quem estiver a pensar reformar-se antecipadamente em 2016, quer trabalhe para o Estado ou no sector privado, terá um corte na sua pensão de 13,34%, fruto do aumento da esperança média de vida. No próximo ano, a idade legal para deixar a vida ativa passa para os 66 anos e dois meses e quem quiser sair mais cedo terá uma penalização adicional de 0,5% por cada mês de antecipação, noticia esta terça-feira o "Diário Económico".

Com efeito, em 2015 a esperança média de vida aos 65 anos, segundo informou esta segunda-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE), é de mais 19,19 anos. Em 2014, esse valor era de 19,12 anos, em 2013 de 18,97 e há 15 anos, no início do século, de 16,63 anos. A manter-se o ritmo de crescimento atual, segundo Jorge Bravo, especialistas em Segurança Social contactado pelo "DE", é esperado que a idade de reforma suba um mês por cada ano.

De acordo com a legislação em vigor, aprovada pelo ex-Governo PSD/CDS, o valor da esperança de vida é determinante para o cálculo do fator de sustentabilidade, isto é, o corte a aplicar nas pensões de todos aqueles que pretendam reformar-se antes da cumprida a idade legal (66 anos e dois meses em 2016).

“É desumano estar a aumentar mais o fator de sustentabilidade e a idade [legal] porque as pessoas que neste momento estão próximas da reforma estavam a contar fazê-lo aos 65 anos e [esta alterações] provocam uma insegurança”, disse esta manhã na RTP a presidente da Associação de Pensionistas e Reformados (Apre!), Maria do Rosário Gama.