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Grécia quer renegociação da dívida até março

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Ministro das Finanças Euclid Tsakalotos disse esta segunda-feira em Atenas que a decisão deve ser tomada em fevereiro. Adiamento será prejudicial para as metas do terceiro resgate

Jorge Nascimento Rodrigues

“Se não for tomada a decisão crítica, digamos em fevereiro de 2016, e adiarmos tal decisão para o próximo verão ou mesmo 2017, todos os outros resultados ficarão adiados”, disse, esta segunda-feira, em Atenas, o ministro das Finanças helénico Euclid Tsakalotos.

O ministro do governo de coligação liderado pelo Syriza falou na 26ª Conferência sobre a Economia Grega organizada pela Câmara de Comércio Helénico-Americana referindo que o objetivo do governo é concluir até março o plano de recapitalização bancária, o primeiro exame ao andamento do terceiro resgate e a renegociação da dívida pública que deverá atingir 180% do PIB este ano e chegar a 188% no final de 2016.

Na mesma conferência, o embaixador norte-americano na Grécia, David Pearce, afirmou que os Estados Unidos apoiam uma renegociação da dívida helénica e recordou a importância “estrategicamente importante” da Grécia.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) tem insistido na necessidade de uma renegociação da dívida pública grega, em larga maioria detida atualmente pelos credores oficiais europeus, através de empréstimos bilaterais de estados membros, Fundo Europeu de Estabilização Financeira e obrigações gregas detidas pelo Banco Central Europeu (BCE) e pelo sistema de bancos centrais da zona euro (adquiridas no âmbito do programa SMP entre 2010 e 2012). O FMI coloca essa renegociação como condição para o seu envolvimento financeiro no atual terceiro resgate. Recorde-se que a dívida grega está excluída do novo programa do BCE de compra no mercado secundário de obrigações emitidas pelos estados membros, em vigor desde março.