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Bolsas. Ásia fecha no vermelho, com exceção de China. Europa abre em queda

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A última sessão de novembro fechou a registar perdas na maioria das bolsas da Ásia. Xangai e Shenzhen escaparam esta segunda-feira depois de uma sexta-feira negra. Londres e Paris estão a liderar as quedas na Europa. PSI 20, em Lisboa, abre em linha com as congéneres europeias

Jorge Nascimento Rodrigues

A última sessão de novembro na Ásia fechou com a esmagadora maioria das bolsas no vermelho, com exceção da China. A Europa abriu em terreno negativo, com as bolsas de Londres e Paris a liderarem as quedas. O índice PSI 20, da Bolsa de Lisboa, abriu a perder muito ligeiramente 0,04%, mas a trajetória é de queda. Os futuros para Wall Street estavam no vermelho. No fecho da sessão asiática, o índice Bloomberg para as matérias-primas registava uma quebra ligeira de 0,01%.

A exceção na Ásia Pacífico é a China. As bolsas de Xangai e Shenzhen fecharam em terreno positivo, com os índices compostos respetivos a registarem ganhos de 0,26% e 0,89%. O índice CSI 300 – das 300 principais cotadas nas duas bolsas – encerrou a ganhar 0,26% e o A50 a subir 0,23%. Estes ganhos ligeiros nas bolsas chinesas, obtidos graças a uma recuperação na sessão da tarde desta segunda-feira, contrastam com o crash ocorrido na sexta-feira passada, com os principais índices a perderem, então, mais de 5%, recordando a crise bolsista do verão.

No resto das principais bolsas, a sessão encerrou no vermelho. Em Tóquio, o índice Nikkei 225 perdeu 0,69% e o TOPIX recuou 0,89%. Em Sidney, o índice ASX 200 caiu 0,69%. Em Taipe, o índice geral recuou 0,93%. O índice Hang Seng, de Hong Kong, perdeu 0,48%. A liderar as quedas esteve a bolsa de Seul, com o índice KOSPI a cair 1,82%.

A Europa abriu em térreo negativo, com o Cac 40 parisiense e o FSTE 100 londrino a liderarem as quedas. O índice Eurostoxx 50, das 50 principais cotadas na zona euro, registava, na abertura, uma queda de 0,29%. Contudo, para muito analistas, a trajetória da sessão na Europa ainda não está definida. Os futuros em Wall Street registavam, na abertura da Europa, uma descida de 0,26% para o Dow Jones 30, e um recuo de 0,25% para o S&P 500.

O ínício das semana será marcada pela decisão do Fundo Monetário Internacional esta segunda-feira em Washington sobre a integração da moeda chinesa no cabaz de divisas que suporta a sua unidade de conta, os direitos de saque especial, decisão que só entrará em vigor em setembro de 2016. Na próxima quinta-feira, realiza-se a muito esperada reunião do Banco Central Europeu (BCE) onde poderão ser anunciadas mais medidas de estímulos monetários e, no dia seguinte, em Genebra, a OPEP decide se mantém ou desce o seu teto diário de produção de crude. A taxa de inflação em novembro para a zona euro será divulgada pelo Eurostat na quarta-feira, na véspera da reunião do BCE. Em outubro, a inflação na zona da moeda única subiu para 0,1%, depois de ter registado -0,1% no mês anterior.