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Economia moçambicana sob pressão

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O banco central moçambicano está com dificuldade em travar a desvalorização do metical

Mike Hutchings / Reuters

Reservas internacionais recuam 600 milhões de dólares (€565 milhões) em cinco meses

Lázaro Mabunda

Lázaro Mabunda

Jornalista, correspondente em Maputo

A crise financeira moçambicana está a atingir contornos alarmantes. O banco central não possui reservas líquidas suficientes para travar a depreciação do metical, a moeda nacional. Como consequência o dólar, o euro e o rand (moeda sul-africana) estão a sufocar a economia.

Como se isso não bastasse, os doadores estão a retirar-se do apoio ao Orçamento. Este ano, cinco dos 19 doadores que compõem o chamado G19, grupo de parceiros de apoio programático ao Orçamento do Estado, retiraram-se devido “à falta de transparência” na gestão dos fundos que eles desembolsam e a consequente evolução dos níveis de corrupção. O embaixador da Alemanha justificou, em entrevista a “DW-África”, que a retirada do seu país “é uma decisão tomada pelo Parlamento alemão, por considerar que esta modalidade de ajuda não permite um controlo direto da utilização dos fundos concedidos.” Outros doadores que se retiraram são Bélgica, Dinamarca, Holanda e Noruega.

O negócio obscuro de Ematum (Empresa Moçambicana de Atum), instituição criada por endividamento para a pesca de atum, foi a gota que fez “transbordar o copo”. Trata-se de um negócio em que o Estado, sob gestão do Presidente Armando Guebuza, foi contrair clandestinamente um empréstimo de 850 milhões de dólares para a criação da referida empresa.

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