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Concorrência ao rubro nas telecoms

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Miguel Almeida (NOS), Paulo Neves (PT) e Mário Vaz (Vodafone) mostraram esta semana na APDC que vão lutar ferozmente pela conquista de clientes

D.R.

NOS e Vodafone conquistam grandes clientes à PT. Pode haver um contra-ataque nos conteúdos em preparação

Abrir o jogo sobre os nomes dos grandes clientes e quotas de mercado é sempre difícil para os operadores de telecomunicações, já que o segredo é a alma do negócio, mas os últimos meses têm sido frutíferos em transferências e mudanças. Se é indiscutível que a PT Portugal mantém a liderança do mercado em todos os segmentos — tem uma quota global de receitas de 48% —, também é verdade que tem perdido para a concorrência alguns clientes sonantes, como é, por exemplo, o caso da CGD (NOS) ou da SIBS (Vodafone).

A concorrência está feroz a todos os níveis e é especialmente dura nas ofertas em pacote (voz, dado, internet, tv) e na tentativa de angariação de grandes clientes. A fusão da ZON com a Optimus, dando origem à NOS, veio trazer um dinamismo adicional ao mercado. E com o antigo operador histórico a digerir a entrada do novo acionista, a Altice — a liderar a empresa desde junho —, tem havido espaço para novos reposicionamentos. A ironia e a tensão sentida esta semana no debate com os líderes dos três operadores, no 25º Congresso da APDC-Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações, vieram mostrar como a luta pela conquista de novos clientes está renhida. A PT reclama a manutenção da liderança do mercado. A NOS sublinha que passou de uma quota de 25% para 28,9% na sequência da fusão. E a Vodafone assegura que é quem mais cresce na televisão paga — em dois anos e meio passou de 20 mil para 350 mil clientes.

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