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Ouro de Jales vai ficar no fundo da mina

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Depois de 20 anos de abandono, a mina de Jales ganhou novo fôlego em 2012, mas já voltou tudo à estaca zero

Ilídio Teixeira

Investimento de €66 milhões parou nos €3 milhões. Parceiro de consórcio insolvente e quebra no preço do ouro ditam fim do projeto

Está adiado o regresso ao ouro em Portugal. Dos €24 milhões de investimento previstos no contrato de exploração experimental para reativar as minas de Jales, em Trás-os-Montes, foram investidos apenas €3 milhões.

O consórcio a quem em 2012 foi atribuído o projeto não cumpriu com o acordado e o contrato com o Estado caducou. Mas com uma originalidade: do consórcio também fazia parte o próprio Estado.

Além da canadiana Petaquilla Minerals, que detinha 85% do consórcio Almada Mining (criado propositadamente para este projeto mineiro), o Estado português entendeu — em 2012 — que a Empresa de Desenvolvimento Mineiro (EDM) deveria assumir os restantes 15%.

O investimento global estimado ascendia a €66 milhões e previa-se a criação de 100 postos de trabalho diretos e 250 de forma indireta.

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