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Ligações suspeitas na ARG

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Construtora brasileira surge associada a escândalos e esquemas de corrupção

Matheus José Maria, em São Paulo

Quando se menciona a construtora ARG, de Minas Gerais, ou os seus sócios, a associação a esquemas de corrupção acompanham-nos. O acionista Adolfo Geo Filho, por exemplo, foi preso em 2008, suspeito de envolvimento com a quadrilha que fazia importação fraudulenta da Bolívia. Dos escândalos com os quais a empreiteira se envolveu, os de maior repercussão foram os do Mensalão Tucano e do Mensalão do PT, esquemas para financiar campanhas ou comprar votos através do desvio de dinheiro.

No caso do Mensalão Tucano, o esquema angariou mais de 100 milhões de reais (€25 milhões) com desvio de verbas de empresas estatais e empréstimos bancários para a reeleição, em 1998, do governador mineiro Eduardo Azeredo. A ARG surge entre as empresas que a Polícia Federal (PF) aponta como tendo fornecido doações irregulares. A construtora fez vários depósitos de €750 mil e realizou, durante a gestão de Azeredo, obras no Estado de Minas Gerais de €15 milhões. Segundo o relatório da PF, “a empreiteira ARG possuía motivação necessária para efetuar a doação irregular detetada, pois pretendia garantir futuros negócios”.

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