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Crise da dívida não foi uma crise da dívida?

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Os problemas no euro não começaram na dívida e, provavelmente, não vão acabar aí

Ralph Orlowski / Reuters

Manifesto de economistas europeus apresenta nova narrativa da crise em alternativa à visão da austeridade

Em matemática, se X é igual a Y e Y é igual a Z, logo X é igual a Z. E, claro, não é preciso demonstrar que uma coisa é igual a ela própria, é uma redundância. Mas na análise da crise da zona euro, principalmente quando se mete a política pelo meio, uma crise da dívida soberana pode não ser exatamente uma crise da dívida soberana. Estranho? Talvez não.

Apesar de se ter adotado o nome de crise da dívida soberana — soberano neste caso como oposição a privado (empresarial e de instituições financeiras) e, nesse caso, o mais correto seria público — não quer dizer que seja, de facto, esse o problema nem na sua substância nem na sua origem. Pelo menos, é o que pensa um conjunto de economistas (onde estão, entre outros, o ex-economista-chefe do Fundo Monetário Internacional, o colunista do Expresso Paul de Grauwe, ou o Nobel da Economia, Christopher Pissarides), que publicou um manifesto com uma nova narrativa para a crise da zona euro. A pressão sobre as dívidas públicas foi um sintoma e não a causa e os Estados do euro acabaram por ser vítimas de um vórtice vicioso, derivado de uma ligação umbilical entre a desalavancagem da banca e a exposição desta às dívidas sobretudo dos periféricos do euro.

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