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Bolsas da Ásia fecham no vermelho, com forte queda na China

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As bolsas chinesas regressaram esta sexta-feira a perdas acima de 5%, o que já não ocorria desde o final de agosto. As derrocadas bolsistas de junho, julho e agosto ainda estão frescas na memória. O “fator China” volta a estar em destaque e pode marcar o dia nas bolsas mundiais

Jorge Nascimento Rodrigues

Depois de uma quinta-feira com ganhos de 0,46%, as bolsas da Ásia Pacífico fecharam esta sexta-feira no vermelho, agitadas por uma derrocada nas bolsas chinesas. As sete derrocadas diárias, com quebras acima de 5%, ocorridas no verão nas bolsas chinesas ainda estão frescas e a forte queda de hoje voltou a colocar em destaque o peso do “fator China” nos mercados financeiros mundiais.

O índice composto de Xangai registou esta quinta-feira perdas de 5,48% e o índice CSI 300 (das 300 principais cotadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen) caiu 5,38%. Estas quebras bolsistas trouxeram à memória as sete derrocadas diárias registadas em junho, julho e agosto, com recuos de 5% ou mais dos principais índices. Uma quebra bolsista superior a 5% já não se verificava desde 25 de agosto. As piores sessões da crise do verão, com quebras superiores a 8%, ocorreram a 27 de julho e a 24 de agosto. A quebra hoje ocorrida é a oitava derrocada este ano, até à data, e a sexta maior.

A agitação no mercado bolsita chinês foi motivada por uma confluência de fatores negativos. Os lucros do sector industrial chinês caíram 4,6% em outubro, em termos homólogos. O quinto mês de quebras consecutivas e com uma aceleração, pois em setembro a queda havia sido de 0,1%. Ao mesmo tempo, a entidade reguladora dos mercados está a investigar dois dos principais intermediários financeiros chineses, Citic e Guosen. A IATA, a Associação Internacional do Transporte Aéreo, avançou que o abrandamento na China, que é atualmente o mercado aéreo de maior crescimento, terá um impacto negativo na procura mundial.

O “fator China” regressa em força. Mesmo num contexto em que Pequim irá celebrar na segunda-feira a decisão do Fundo Monetário Internacional em incluir a partir de final de setembro do próximo ano a moeda chinesa no cabaz de divisas que baseia a sua unidade de conta, os direitos de saque especial.

A maré vermelha abrangeu toda a Ásia, com exceção, por ora, de Mumbai, com o principal índice bolsista indiano a negociar em terreno positivo. Em Tóquio, os índices Nikkei 225 e TOPIX recuaram 0,3% e 0,49% respetivamente. O índice ASX 200 de Sidney perdeu 0,16%, o KOSPI de Seul recuou 0,08%, o índice de Taiwan caiu 1,02% e o índice Hang Seng, de Hong Kong, fechou com perdas de 2,04%.

O índice Bloomberg para as matérias-rimas encerrou a sessão asiática a cair 0,45%.