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Bolsas da Ásia fecham com ganhos. Europa abre "mista"

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As bolsas da Ásia Pacífico encerraram com ganhos, com exceção da China. Na Europa, Amesterdão, Frankfurt, Londres e Zurique abriram acima da linha de água, mas Madrid, Milão e Paris iniciaram a sessão no vermelho. PSI 20 abriu em terreno positivo

Jorge Nascimento Rodrigues

As bolsas asiáticas fecharam esta quinta-feira com ganhos, com exceção da China. O melhor desempenho registou-se nas bolsas de Taipé e Seul que encerraram com os índices com ganhos acima de 1%. A Europa abriu “mista”, com Amesterdão, Frankfurt, Londres e Zurique em terreno positivo, e Madrid, Milão e Paris no vermelho. O índice Eurostoxx 50, das 50 principais cotadas, abriu a perder 0,1%.

As trajetórias ainda não são claras, com o Eurostoxx 50 e os índices Ibex 35 espanhol, Cac 40 francês e MIB italiano a passarem, minutos depois da abertura pelas 8h (hora de Portugal), para terreno positivo. O índice PSI da Bolsa de Lisboa iniciou a sessão ligeiramente acima da linha de água e mantém a trajetória ascendente.

A sessão de quinta-feira nos mercados financeiros internacionais vai ficar marcada pelo feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos, com Wall Street e o Nasdaq fechados.

Na Ásia, a sessão foi de ganhos, com exceção das bolsas chinesas. O índice composto de Xangai perdeu 0,34%, o CSI 300 (das 300 principais cotadas em Xangai e Shenzhen) caiu 0,59% e o A50 recuou 0,44%. As quedas dos índices registaram-se durante a sessão da tarde.

Em Tóquio, os índices Nikkei 225 e TOPIX registaram subidas, de 0,49% e 0,48% respetivamente. O melhor desempenho esta quinta-feira verificou-se com o índice KOSPI de Seul, que subiu 1,06%, e o índice de Taiwan que avançou 1,18%. Sidney fechou com ganhos de 0,33% e o índice Hang Seng, de Hong Kong, conseguiu encerrar a sessão ligeiramente acima da linha de água, com uma subida muito ligeira de 0,03%.

Depois de uma quarta-feira com uma perda global de 0,51%, a Ásia Pacífico regista ganhos na quinta-feira, apesar das perdas na China.

Otimismo cauteloso na Ásia

O Fundo Monetário Internacional (FMI) lançou esta quinta-feira um aviso em Manila. A palavra de ordem transmitida aos governadores dos bancos centrais da Ásia do Sudeste é “otimismo cauteloso”. Foi esse o aviso deixado por Mitsuhiro Furusawa, diretor-adjunto do FMI. O otimismo deriva do facto de que a Ásia continuará a liderar o crescimento mundial. A cautela advém de dois fatores de risco para os quais o FMI tem vindo a chamara a atenção.

O primeiro elemento de risco é a incerteza sobre a transição na China. Um ponto percentual a menos na taxa de crescimento económico chinês gera um efeito multiplicador negativo de 0,3 pontos percentuais no resto da Ásia, avisou Furusawa.

O segundo fator prende-se com a desativação da política de juros baixos pela Reserva Federal norte-americana que tem uma elevada probabilidade de se iniciar já na reunião de 16 de dezembro da equipa de banqueiros centrais chefiada por Janet Yellen. Essa viragem pode implicar a continuação de uma valorização do dólar e gerar um aperto súbito nas condições financeiras globais.

Estas incertezas tornaram-se elas próprias “um elemento tangível do abrandamento” nas economias da Ásia, sublinhou o diretor-adjunto do FMI.

  • Depois de um fecho no vermelho na Ásia e de uma Europa com Frankfurt e Milão a destacarem-se nos ganhos, as bolsas de Nova Iorque fecharam com o índice S&P 500 em terreno negativo ligeiro e os índices Dow Jones e Nasdaq a subirem. Bolsas mundiais fecham ligeiramente em terreno positivo