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Newshold reavalia investimentos nos jornais “Sol” e “i”

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Assembleia geral de acionistas e reuniões com administrações das várias empresas do universo Newshold decidem esta sexta-feira o futuro dos dois jornais

O grupo de capital angolano Newshold, de Álvaro Sobrinho, está a reavaliar os seus investimentos na área dos media em Portugal e não descarta a possibilidade de alienar a sua participação nos jornais "Sol" e "i" ou de reestruturar de forma profunda os dois projetos. A eventual fusão de redações, a manutenção de apenas um dos títulos ou a criação de um novo projeto que substitua os existentes são alguns dos cenários em estudo.

O assunto vai ser discutido esta sexta-feira em assembleia geral de acionistas e em reuniões com as administrações das várias empresas do grupo. Para a segunda-feira seguinte, às 10h30, está agendado um plenário de trabalhadores de todas as empresas de media do grupo, a realizar na redação do jornal "Sol". Só aí serão comunicadas oficialmente todas as decisões tomadas pelos acionistas.

Segundo as informações recolhidas pelo Expresso, se decidirem manter a sua aposta na área dos media em Portugal, os acionistas da Newshold não abdicam de uma premissa essencial: reduzir custos e tornar mais sustentável a operação de uma área de negócio que apresenta um resultado negativo conjunto na ordem dos 8 milhões de euros. Só em 2014 o "Sol" gerou um prejuízo de 4,4 milhões de euros e o "i" um resultado negativo de 3,8 milhões.

O administrador executivo da Newshold, Mário Ramires, recusou comentar o assunto e remeteu para a próxima semana quaisquer explicações sobre a reestruturação em curso na empresa.

Mas entretanto, o Expresso sabe que este processo já deu origem a contactos com diretores de várias áreas do universo de media da Newshold, para começar a negociar saídas dos quadros da empresa. A avançar a fusão entre as redações dos "Sol" e do "i", esse processo deverá também contemplar um corte nas atuais equipas redatoriais dos dois títulos, cujas fichas técnicas apresentam um número conjunto de mais de uma centena de profissionais, entre jornalistas, fotógrafos, gráficos ou secretariado, além dos serviços de marketing, comercial, financeiro ou administrativo (já parcialmente partilhados pelos dois projetos).

Segundo os dados da Associação para o Controlo de Tiragem e Circulação, nos primeiros oito meses do ano o semanário "Sol" apresentou uma média de circulação paga de 20 mil exemplares por edição, o que representou uma quebra homóloga de 7,7%. O diário "i" registou uma média de circulação paga de cerca de 4.500 exemplares por dia, o que traduz um ganho homólogo de 12,4%.