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Aeroporto de Lisboa poderá passar a ter apenas uma pista

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Luís Barra

ANA deverá fechar uma das duas pistas da Portela, justificando-se com necessidade de aumentar espaço para movimenos e estacionamento de aeronaves

A ANA, empresa responsável pela gestão de aeroportos, e que é gerida pelos franceses da Vinci depois da privatização, deverá decidir fechar uma das duas pistas da Portela, em Lisboa. O objetivo da medida será o aumento da resposta do aeroporto lisboeta.

A notícia está na edição desta quarta-feira do “Diário Económico”, que cita fontes não identificadas envolvidas no processo. O jornal garante que a empresa já iniciou contactos nesse sentido, nomeadamente com o regulador (ANAC) e com a associação de pilotos (APPLA), e que a maioria das entidades consultadas terá concordado com a solução, procedendo agora à emissão de um relatório de segurança operacional para prever cenários.

A justificação apresentada refere-se à dificuldade de espaço disponível na Portela para movimentos e de estacionamento de aviões. No entanto, as entidades ter-se-ão mostrado favoráveis a esta solução, na condição de que seja aberta uma pista alternativa de emergência para tráfego comercial, para ser usada em caso de ventos fortes.

No ano passado, a pista cujo encerramento está a ser ponderado foi usada por apenas 0,89% dos movimentos de aviões na Portela.

Obras no Montijo arrancam em 2016

A ANA espera ainda, de acordo com o “Diário Económico”, que a utilização do Montijo aumente a capacidade de voos e que o uso do aeroporto de Beja se traduza numa maior capacidade de estacionamentos remotos de aviões.

As obras no aeroporto do Montijo, que deverá, de acordo com declarações do presidente da ANA, Jorge Ponte de Leão, ter “uma operação impecável” para as companhias low cost, começam no início do próximo ano. Embora Ponce de Leão não confirme as palavras do ministro da Economia cessante, Pires de Lima, que afirmou em campanha eleitoral que a operação no Montijo arrancaria em 2018 ou 2019, o presidente da ANA garantiu no início deste mês que sobre o Montijo existe um memorando de entendimento que é “consensual” entre as forças políticas.