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Como se financia o Estado Islâmico

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A venda de petróleo e gás no mercado negro é a principal fonte de receitas, mas há outras formas de financiamento. A riqueza total do autodenominado Estado Islâmico (ISIS) está estimada em 2000 milhões de dólares

Vítor Andrade

Vítor Andrade

Texto

Jornalista

Ana Serra

Ana Serra

Infografia

Não é um Estado e espera-se que nunca venha a ser. No entanto, tem dinheiro para financiar a sua expansão territorial e os atos terroristas; e não é pouco. Resulta sobretudo da venda de petróleo e gás no mercado negro, frequentemente a preços muito abaixo dos ‘tabelados’ mundialmente. Ou seja, é fácil vender e há sempre quem compre.

Proliferam impostos sobre tudo o que mexe e inventam-se taxas por tudo e por nada. Os sequestros rendem milhões, assim como a venda de antiguidades e achados arqueológicos. Enquanto houver quem compre, o negócio floresce. Isso é garantido.

Petróleo

A maioria das receitas resulta do negócio do petróleo, várias fontes apontam para uma receita diária de 1,5 a 2 milhões de dólares.

Impostos

De acordo com o The Washington Institute for Near East Policy, estima-se que sejam cobrados 8 milhões de dólares por mês em impostos e taxas sobre a atividade económica local.

Resgates

Várias fontes referem que em 2014 o ISIS terá recebido perto de 20 milhões de dólares em pagamentos de resgates por pessoas sequestradas.

Arte e Antiguidades

O ISIS também vende no mercado negro obras de arte, antiguidades e muitas peças de arqueologia.

Algodão

A venda de algodão colhido nos campos agrícolas da parte síria do ISIS também é uma fonte de receita, embora sem valor calculado.

Donativos

Donativos privados de outros grupos terroristas da região, mas o ISIS também é patrocinado por alguns países vizinhos do golfo.