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Bolsa agrava perdas seguindo a tendência europeia

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O índice PSI-20 perdia, às 13h35, 1,87% e acentuava as perdas do dia, em sintonia com os restantes índices acionistas europeus. Perante a situação na Bélgica e os desenvolvimentos na Turquia, os investidores preferem ativos mais seguros, como a dívida soberana.

A Bolsa portuguesa acompanha as pares europeias, acentuando as perdas do dia, com os investidores a preferir investir em ativos mais seguros, como títulos da dívida soberana.

A situação na Bélgica e os desenvolvimentos na Turquia mantêm os investidores ao largo das Bolsas. A Turquia abateu um avião militar russo perto da fronteira com a Síria. Foi a primeira vez que as forças armadas de um membro da NATO abateram um avião militar russo desde os anos 1950, lembra a Reuters.

Um aviso dos Estados Unidos aos viajantes devido a "crescentes ameaças terroristas" está a penalizar ações ligadas ao sector do turismo.

Os desenvolvimentos políticos em Portugal não está a ter impacto nos mercados, segundo analistas. O Presidente da República indicou hoje António Costa para formar governo.

O PSI-20 descia 1,87% (às 13h35), enquanto o índice europeu FTSEurofirst 300 desliza 1,85%. Os futuros do índice norte-americano S&P 500 recuavam 0,6% apontando para uma abertura em queda de Wall Street. Esta semana celebra-se o dia de Ação de Graças e os mercados norte-americanos estarão encerrados na quinta-feira e parcialmente na sexta-feira.

Em Lisboa, apenas dois títulos do PSI-20 seguem em alta, a Semapa e Mota-Engil. Nas descidas, o BPI caía 3%, sendo um dos títulos que mais recuava, bem como a EDP, que perdia 2,6%.

"Depois de Paris, houve uma reação nos mercados que acabou por desaparecer. Mas ninguém esperava que um país como a Bélgica ficasse parado devido a terrorismo. E a situação na Turquia tem impacto na confiança no curto prazo", afirma Albino Oliveira, analista da Patris. O índice europeu Stoxx Europe 600 para o sector de viagens e lazer deslizava 2,72%.

O analista frisa que "não há qualquer reflexo nos mercados da decisão do Presidente da República". "É algo de novo na democracia portuguesa. Será algo que vai ser seguido nos próximos meses".

"Os investidores preferem ativos mais seguros. Os juros das obrigações soberanas portuguesas a 10 anos seguem nos 2,516% a cair 1,3 pontos base, em linha com a dívida soberana de Espanha e de outros países", diz. As yields da dívida soberana alemã a dois anos desceram abaixo dos -0,4% pela primeira vez.

Por outro lado, os investidores prepararam-se para um mês de dezembro intenso, com duas reuniões cruciais de bancos centrais na Europa e nos Estados Unidos.

"Até às reuniões dos bancos centrais é natural que haja volatilidade nos mercados", diz o mesmo analista.

O barril de brent segue a subir 1,87% para 45,67 dólares.

O euro avança 0,25% face à moeda norte-americana para 1,0661 dólares.