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Autoeuropa salva de despedimento coletivo até setembro de 2016

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Nuno Botelho

Nos próximos 10 meses a fábrica de Palmela não será confrontada com despedimentos coletivos, garante o novo acordo de empresa aprovado esta terça-feira, que consagra aumentos salariais de 1,5%

O novo acordo de empresa da fábrica portuguesa da Volkswagen foi aprovado esta terça-feira por 76,3% dos 2482 trabalhadores que exerceram o direito de voto, num universo de 3676 inscritos. Além do aumento salarial de 1,5% com uma atualização mínima de 20 euros para os trabalhadores da Autoeuropa, o coordenador da comissão de trabalhadores, António Chora, refere que "serão mantidos os postos de trabalho em 2016".

A garantia que não haverá despedimentos até setembro de 2016 foi, segundo António Chora, "a parte mais difícil deste acordo", explicando que "agora é necessário encontrar soluções para ocupar todos os trabalhadores até que seja atribuído um novo modelo da Volkswagen para ser produzido na fábrica de Palmela".

Este novo acordo garante o pagamento de prémios por objetivos, pagos em março e dezembro, bem como a manutenção de 25 dias de férias.

Os trabalhadores nada referiram sobre os modelos em produção, nem sobre a cadência diária da fábrica no primeiro semestre de 2016. Também não houve indicações sobre o tipo de ocupação que será assegurada aos trabalhadores e sobre o número de turnos de laboração diária.

Além do fim da produção do descapotável Eos - já anunciado pela Volkswagen -, na semana passada o Expresso questionou o responsável pela comunicação da Autoeuropa sobre a intenção da VW descontinuar a produção dos monovolumes Sharan e Alhambra e do desportivo Scirocco, mas a fonte oficial da empresa apenas refere ao Expresso que "não comenta especulações". No entanto, a informação continua a circular no sector automóvel sem que tenha sido formalmente negada pela Volkswagen.