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Bolsas encerram no vermelho em dia de flutuação nos preços de matérias-primas

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Wall Street fechou com perdas, na sequência de quedas na Ásia Pacífico e na Europa. Entre as grandes praças financeiras escapou Milão. Maiores quedas na Europa nas bolsas de Atenas, Varsóvia e Zurique. PSI 20 fechou a perder 0,19%. Bolsas mundiais perderam 0,32%

Jorge Nascimento Rodrigues

Depois de uma abertura “mista”, as bolsas de Nova Iorque acabaram por fechar esta segunda-feira no vermelho. Em Wall Street, os índices Dow Jones 30 e S&P 500 encerraram a sessão com perdas de 0,17% e 0,12% respetivamente. O índice Nasdaq, das tecnológicas, recuou mais ligeiramente, apenas 0,05%.

A liderarem as quedas no Dow Jones estiveram a Pfizer, Apple e Goldman Sachs com quebras de mais de 1%. No S&P 500, nove cotadas caíram mais de 3% e, no Nasdaq, 28 cotadas recuaram mais de 10%. O índice MSCI para as bolsas dos Estados Unidos, abrangendo mais de 600 cotadas, caiu 0,11%.

A queda bolsista nos Estados Unidos seguiu-se a fechos globais no vermelho na Europa e na Ásia Pacífico, excluindo a bolsa de Tóquio que esteve encerrada em virtude de feriado no Japão.

Europa com maior queda diária

O índice MSCI para a Ásia Pacífico recuou 0,21% e o similar para a Europa registou perdas de 0,86%. À escala mundial, o índice MSCI caiu 0,32%. A Europa foi a região, entre as três principais, que registou a maior queda diária, com o índice MSCI a abranger 15 países, incluindo Portugal.

As bolsas dos mercados emergentes - onde se inclui a Grécia - recuaram 0,28% e o índice para os mercados fronteira - de onde fazem parte Eslovénia, Estónia e Lituânia, na zona euro - perdeu quase 1%.

A Europa fechou com as principais praças financeiras em terreno negativo, com destaque para Zurique, cujo índice bolsista perdeu mais de 1%. Entre as grandes, apenas a bolsa de Milão havia aberto com ganhos e assim se manteve, fechando com o índice MIB a subir 0,7%. A maior queda na Europa verificou-se com o índice geral da bolsa de Atenas que caiu 2,33%. O índice PSI 20, da Bolsa de Lisboa, perdeu 0,19%.

No entanto, o índice Eurostoxx 50, das 50 principais cotadas da zona euro, fechou ligeiramente em terreno positivo, registando um ganho de 0,01%, com quatro cotadas a subir mais de 1% - Unicredit italiano, Volkswagen alemã, Intesa italiana e ENI italiana. A maior quebra verificou-se esta segunda-feira com a RWE, uma companhia de gás e eletricidade alemã.

Esta segunda-feira ficou marcada nos mercados por um mínimo do euro face ao dólar nos últimos oito meses durante a sessão da tarde na Europa e por uma enorme flutuação dos índices de preços das matérias-primas. Três factores estão a marcar o comportamento destes mercados: a alta probabilidade de um início da descida das taxas de juro do banco central norte-americano já na próxima reunião de 16 de dezembro; a expetativa em relação à reunião do cartel petrolífero, a OPEP, a 4 de dezembro com os analistas a sublinhar que permanece um excesso de oferta e a uma quebra de procura; e o abrandamento da China com impacto relevante em todo o comércio internacional de matérias-primas.

Reviravolta no índice de preços das matérias-primas

A sessão de segunda-feira na Ásia fechou com o índice Bloomberg para as matérias-primas a cair 1,18% e chegou a estar a perder 1,5%. Durante a sessão na Europa e nos EUA acabou por alterar a trajetória e fechar esta segunda-feira com um ganho de 0,09%.

Uma das reviravoltas do dia ocorreu no mercado petrolífero com o preço do barril de crude de Brent a cair até 43,63 dólares para acabar por fechar em 45,18 dólares, com um ganho de 0,43%. O dia acabaria por ficar marcado pela declaração da Arábia Saudita de que se dispõe a “cooperar com todos os produtores e exportadores, tanto membros da OPEP como não membros, para manter a estabilidade de preços”, segundo a Agência de Imprensa saudita. A reunião da OPEP realiza-se dia 4 de dezembro, na próxima semana.

As maiores quedas diárias de preços registaram-se esta segunda-feira em três commodities: níquel (-5,25%), café (-2,35%) e cobre (-2%).

O índice CRB da Reuters para as matérias-primas registou uma quebra de 0,16%, estando em terreno negativo há duas sessões consecutivas, mas o índice S&P GSCI para as matérias-primas registou uma subida de 0,3%, uma trajetória ascendente que se mantem há quatro sessões.

  • Pelas 16h30, o euro caiu para 1,0598 dólares norte-americanos, um nível tão baixo que não se observava desde março. O câmbio do euro face à nota verde aproxima-se dos níveis de janeiro de 2003, depois da saída da moeda única de um período em que valeu menos

  • Com a bolsa de Tóquio fechada, as bolsas asiáticas fecharam mistas, mas o índice global registou uma perda ligeira. Na Europa, Zurique, Amesterdão, Paris e Londres lideram quedas. PSI 20 abre no vermelho. Índice de preços das matérias-primas caiu mais de 1% durante a sessão asiática