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Juros portugueses viviam sem BCE, mas não era a mesma coisa

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Draghi pode anunciar o reforço da política monetária na reunião de dezembro

FREDRIK VON ERICHSEN

Já foram comprados €8,9 mil milhões de dívida portuguesa. São €1,1 mil milhões por mês e ritmo vai continuar até setembro de 2016, pelo menos

O Banco Central Europeu (BCE) comprou €8,9 mil milhões de dívida pública portuguesa até ao final de outubro. As compras estão a suceder-se a um ritmo próximo de €1,1 mil milhões mensais. Ao todo, o banco já comprou €395,5 mil milhões, incluindo ativos de entidades supranacionais como o Mecanismo Europeu de Estabilidade ou o Banco Europeu de Investimento. O limite total para as compras de dívida pública nacional ronda €21 mil milhões, mas como o banco central tinha já adquirido obrigações portuguesas antes — no programa SMP lançado em 2010 — o limite máximo de compras era descontado desta posição anterior. No final do ano passado, o BCE tinha €14,9 mil milhões em dívida portuguesa mas esse valor diminuiu com o reembolso das obrigações no mês passado.

Não se conhecem estimativas sobre o impacto das compras nos juros da dívida portuguesa mas é unânime, entre os analistas, que estas transações ajudam a manter as taxas em mínimos. No início de novembro, o BCE publicou um estudo onde avançava uma estimativa para o impacto da política monetária em alguns países, um grupo onde não estava Portugal. O estudo apontava efeitos nas taxas de juro de longo prazo (10 anos) na ordem dos 0,7 pontos percentuais na zona euro e cerca de um ponto em Itália ou Espanha. Ou seja, sem estas intervenções no mercado as taxas seriam superiores nestes valores.

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