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5ª Avenida tem as rendas mais caras do mundo

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O preço das rendas na 5ª avenida atingem uns exorbitantes €2.818 o metro quadrado por mês

Brendan McDermid / REUTERS

Nova Iorque lidera o ranking do m2 mais elevado no retalho. Chiado ocupa a 37ª posição da tabela

Marisa Antunes

Jornalista

É uma das melhores ruas do mundo para fazer compras e também uma das mais caras. A 5ª Avenida, no coração de Manhattan, em Nova Iorque, é seguramente a mais apetecida pelas marcas de luxo que pagam o que for preciso para aqui estar. E o valor definido atualmente no jogo da oferta e da procura no mercado do imobiliário comercial faz disparar os preços de arrendamento das lojas desta localização para os €2818 o metro quadrado por mês, o mais elevado do mundo, segundo a recente edição do estudo Main Streets Across the World, publicado anualmente pela Cushman & Wakefield (CW).

“As rendas em Nova Iorque atingiram os €33.812 anuais por cada metro quadrado, mais de 50% acima da segunda localização no ranking, Hong Kong, que regista rendas anuais de €23.178 por metro quadrado”, refere o estudo, que chega à conclusão que em termos globais as rendas subiram 35%.

Em 3º lugar do ranking (e o 1º na Europa) surgem os Campos Elísios, em Paris (€13.255/m2/mês), em 4º está New Bond Street, em Londres (€12.762), seguido de Via Montenapoleone, em Milão (€10.000) e Bahnhofstrasse, em Zurique, na Suíça (€8.643) em 6º lugar. Lisboa surge a meio da tabela (acima de Ipanema, no Rio, por exemplo) com o Chiado a atingir a 37ª posição (subiu um lugar em relação ao ranking do ano passado) com as rendas prime a baterem os €1170 anuais por metro quadrado, cerca de €97/mês/m2.

Chiado, Avenida e Santa Catarina em alta

Marta Esteves Costa, diretora do departamento de consultoria da Cushman & Wakefield, fala da dinâmica crescente no comércio de rua em Lisboa, um cenário muito diferente daquele que existia há uma década quando o consumo se centrava essencialmente dentro de portas, nos centros comerciais. O crescimento massivo dos fluxos de turismo nos anos mais recentes veio mudar esse cenário (ainda que o consumo nacional se mantenha em alta nos shoppings), provocando uma autêntica apetência pelo comércio de rua, em zonas turísticas. Um comércio que “aposta nos conceitos de proximidade e conveniência, bem como a diferenciação, inovação e exclusividade.”, diz a responsável.

Os valores de mercado traduzem esta evolução do sector, e com aumentos anuais desde 2013, como aconteceu com a renda prime no Chiado e também na Avenida da Liberdade cujas rendas atingem os €87,5/m2/mês. Também no Porto se verifica um dinamismo no sector, tendo a renda na Rua de Sta. Catarina aumentando para os €45/m2/mês.

A curto prazo, destaca Marta Esteves Costa, haverá novidades na oferta prime em Lisboa, particularmente na Avenida da Liberdade, graças à conclusão de vários projetos que estão atualmente a ser alvo de reabilitação urbana. “Isto irá permitir ao sector de luxo ganhar cada vez mais massa crítica e posicionar a Avenida como o local de eleição das marcas. Também o centro do Porto está igualmente ativo e com perspetivas de manutenção desta tendência. Após o protagonismo recente da zona dos Clérigos, a Avenida dos Aliados poderá em breve surgir como um novo destino de marcas mais exclusivas na cidade, dado os vários projetos de reabilitação urbana previstos para o local”.