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Nova Cuba enfeitiça empresários

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O turismo é um dos sectores onde há oportunidades de negócio. O grupo Pestana persegue o sonho de gerir um hotel em Havana, após a bem-sucedida experiência em Cayo Coco

A economia é débil, o poder de compra baixo e as divisas escasseiam. As exportações valem menos do que o passe de um futebolista. Mas uma dose de romantismo explica o fascínio das empresas portuguesas

Serão poucos os traços em comum entre Américo Amorim, o empresário mais rico de Portugal, e Joaquim Monteiro, o industrial portuense que sucedeu ao pai na condução da Pincelaria Pardal. Mas os dois partilham grande fascínio e atração pelos negócios em Cuba.

Joaquim Monteiro evoluiu, no início do século, da exportação para uma presença fabril, ousando instalar na cidade de Las Tunas uma linha de montagem de trinchas e rolos. A Pardal forneceu equipamentos e matérias primas e assegurava a assistência técnica. “Correu bem enquanto durou”, recorda o empresário. Quatro anos depois, a parceria com o importador extinguiu-se “porque o país deixou de ter divisas para pagar as matérias primas”. O negócio “revelou-se lucrativo, os pagamentos foram sempre feitos à cabeça”, recorda o industrial que ajudou a criar 12 empregos e reconhece agora uma dose de romantismo na operação.

E agora com a abertura económica? “A proximidade é um fator decisivo”, responde, antes de explicar que o sector da pincelaria, naquela geografia, prefere arriscar em mercados mais prósperos.

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