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Negócio de câmbios gera 300 empregos

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A Ebury já opera em Portugal e financiou-se em 77 milhões de euros para expandir na Europa e entrar nos EUA

É uma das proeminentes tecnológicas que prestam serviços financeiros e acaba de obter um financiamento de 83 milhões de dólares (€77 milhões) para expandir para mais países na Europa e entrar nos Estados Unidos em 2016.

Chama-se Ebury, é especialista no mercado de câmbios, e está já a operar em Portugal, onde tem dezenas de clientes. Duarte Líbano Monteiro lidera a empresa na Península Ibérica. A entrada do novo investidor, a Vitruvian Partners, vai permitir à empresa duplicar para 600 o seu número de colaboradores, nos próximos seis meses.

O apetite por investidores em relação a esta empresa tem uma explicação. “Temos tido um crescimento exponencial todos os anos. Desde que foi criada a empresa, já transacionámos €10 mil milhões”, diz Líbano Monteiro. “Este montante mostra a necessidade que existe no mercado pelos serviços que prestamos”, salienta.

O objetivo da empresa é ser uma alternativa à banca nos serviços de câmbios junto das pequenas e médias empresas. “Damos acesso a mais de 140 divisas. Temos fornecedores de liquidez, grandes bancos internacionais, e conseguimos taxas de câmbio favoráveis. Essa margem passamo-la para os nossos clientes”, explica. “Não temos custos de transferências. Somos muito rápidos, flexíveis e transparentes. Os nossos clientes sabem o que vão gastar, não vão ter surpresas com câmbios”.

Para já, a empresa emprega cerca de 100 pessoas em Espanha, incluindo 60 no polo tecnológico de Málaga, já que a Ebury opera a sua própria plataforma tecnológica. O fator tecnologia é aqui fundamental. Nos mercados, as mudanças são constantes e rápidas. Atuar imediatamente pode levar a poupar milhares de euros. “Existe uma grande volatilidade nas divisas e para as empresas é difícil estabilizar as suas margens. Conseguimos mitigar esse risco do câmbio”, afirma.

Injeção de capital

O novo financiamento permite à Ebury dar um salto. A operação de financiamento teve como investidor principal a Vitruvian Partners (que liderou um financiamento de €62 milhões na Fartech) e contou com a participação de um dos investidores da Ebury, a 83North. “É um dos maiores investimentos em ‘fintechs’ na Europa este ano”, frisa Duarte Líbano Monteiro. A Vitruvian investe em diversas empresas tecnológicas. Entre os seus investidores conta ainda com a Angel CoFund, do British Business Bank

Com a nova ronda de financiamento, a empresa totaliza um encaixe de €103 milhões desde que foi fundada em 2009 por dois engenheiros espanhóis, Juan Lobato e Salvador García. Dois anos depois expandiu para Espanha e no ano passado entrou nos Países Baixos. Atualmente tem em curso a sua expansão para Portugal, Alemanha e Polónia. Mas atua noutros mercados (França, Suécia e Noruega, entre outros países). A empresa permite que 10 mil pequenas e médias empresas transacionem em mais de 180 países. No total, emprega 300 funcionários nos seus escritórios em Londres, Madrid, Málaga, Amesterdão e Varsóvia.

Além da entrada em novos mercados, a Ebury pretende alargar a oferta de multiprodutos, incluindo financiamento de PME.