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Europa abre com ganhos nas bolsas e juros da dívida continuam a descer

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Bolsas de Frankfurt e Amesterdão lideram subidas na abertura das bolsas na Europa esta quinta-feira. PSI 20 em terreno positivo. Juros das Obrigações do Tesouro português caem para 2,46%. Mercados financeiros aguardam divulgação das atas da última reunião do BCE

Jorge Nascimento Rodrigues

As bolsas na Europa abriram esta quinta-feira em terreno positivo, com os índices Dax da bolsa de Frankfurt e AEX da bolsa de Amesterdão a liderarem com ganhos perto de 1%. O índice PSI 20, da Bolsa de Lisboa, abriu também em terreno positivo, registando uma subida de 0,37%.

No mercado secundário da dívida soberana dos membros da zona euro o custo de financiamento das obrigações continua a descer, com as yields das Obrigações do Tesouro português no prazo de referência, a 10 anos, a descerem para 2,46%. A única exceção à trajetória descendente é a Grécia, onde o processo de aprovação no Parlamento do lote final de medidas prioritárias no âmbito do terceiro resgate só será concluído esta quinta-feira à noite, registando-se controvérsia em relação a algumas medidas nas próprias fileiras dos deputados da coligação de governo.

Depois de um fecho com ganhos na Ásia Pacífico, a Europa abre alinhada com a trajetória de ganhos nas bolsas iniciada na quarta-feira nos Estados Unidos, com a animação dos índices de Wall Street e do Nasdaq. Os ganhos de 1,62% no índice MSCI para os Estados Unidos registaram-se após a divulgação das atas da última reunião da Reserva Federal norte-americana que, segundo os analistas, dissiparam a incerteza sobre o sentido provável das decisões que vão ser tomadas pela equipa de Janet Yellen na próxima reunião de 16 de dezembro. As operações antiterroristas em França e a anunciada aliança entre franceses e russos no terreno de operações contra o designado Estado Islâmico mitigaram o risco político.

Esta quinta-feira os analistas e investidores vão focar-se na análise das atas da reunião de outubro do Banco Central Europeu (BCE) que serão divulgadas em Frankfurt pelas 12h30 (hora de Portugal). Em outubro, a equipa de Mario Draghi explicitou que na próxima reunião de dezembro será reavaliado o quadro da política monetária do BCE, com a apreciação de diversas opções quer no âmbito das taxas diretoras (estando nomeadamente em análise a taxa negativa de remuneração dos depósitos dos bancos nos cofres do banco central) quer no programa de compras de dívida pública dos membros do euro (por ora, com exceção da Grécia) no mercado secundário. O BCE já adquiriu entre março e 13 de novembro mais de 419 mil milhões de euros em dívida obrigacionista dos membros da zona euro.

  • A divulgação das atas da última reunião do banco central norte-americano dissipou incerteza e a resposta francesa ao terrorismo mitigou o risco. Bolsa de Sidney liderou as subidas a Oriente

  • Segundo as atas da reunião de outubro da Reserva Federal norte-americana divulgadas esta quarta-feira, uma "maioria" dos participantes no comité de política monetária antecipou que as condições para uma subida das taxas de juro poderão estar reunidas daqui a um mês. Mas as opções continuam em aberto