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Wall Street fecha a ganhar mais de 1%

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A divulgação das atas da reunião de outubro do banco central norte-americano animou a ponta final da sessão bolsista em Nova Iorque e salvou o dia à escala mundial. Probabilidade de subida das taxas de juro em dezembro continua elevada, mas “opções” mantêm-se em aberto, e o processo será “gradual” com os juros a ficar abaixo do que seria “normal”

Jorge Nascimento Rodrigues

A divulgação das atas da reunião de outubro da Reserva Federal norte-americana (Fed) animou esta quarta-feira as bolsas de Nova Iorque na ponta final da sessão. Os índices de Wall Street e o Nasdaq fecharam em terreno positivo, com subidas acima de 1%, O índice MSCI para os Estados Unidos subiu 1,62%, quando na terça-feira tinha registado uma quebra de 0,14%. O Dow Jones 30 fechou a ganhar 1,42%, o S&P 500 subiu 1,62% e o Nasdaq avançou 1,79%.

Os ganhos em Nova Iorque salvaram o dia à escala mundial. Nas outras regiões, o fecho fora no vermelho, com os índices MSCI a encerrarem a perder 0,27% na Ásia Pacífico e 0,14% na Europa. Com o contributo de Nova Iorque, o índice MSCI mundial acabou por registar um ganho de 0,82%, mantendo-se há três sessões consecutivas em terreno positivo.

À hora de fecho das bolsas em Nova Iorque, a probabilidade de uma subida das taxas de juro da Fed na sua próxima reunião de 16 de dezembro estava em 68%, com base nas probabilidades implícitas derivadas dos futuros das taxas de juro da Fed no observatório da CME. Este nível de probabilidade tem flutuado. A 6 de novembro estava em 70%, no dia 13 descia para 66% e no dia 17 para 64%. Esta quarta-feira subiu para 68%.

Os investidores centraram-se em várias expressões contidas nas atas que deixam alguma margem de manobra e apontam para taxas de juro baixas (mesmo que mais elevadas do que as atuais) neste ciclo de retoma que está a ser atípico.

A maioria dos banqueiros centrais da Fed acha que “as condições poderão vir a estar reunidas por ocasião da próxima reunião” para se iniciar o processo de subida das taxas de juro que não são mexidas desde dezembro de 2018 quando foram fixadas no intervalo entre 0% e 0,25%, um mínimo histórico.

Mas interpretam este anúncio preciso (referindo expressamente a próxima reunião) como “deixando em aberto opções de política” se os dados assim o exigirem e não ocorram “choques imprevistos”.

De qualquer forma, há duas certezas nas atas: se o processo se iniciar, os banqueiros centrais “concordaram em geral” que a desativação da política acomodatícia será feita “gradualmente”. E, ao analisarem um relatório técnico sobre a taxa de juro real de equilíbrio, concluíram que ela poderá “provavelmente permanecer abaixo de níveis que seriam normais em ciclos de expansão económica anteriores”.

  • Segundo as atas da reunião de outubro da Reserva Federal norte-americana divulgadas esta quarta-feira, uma "maioria" dos participantes no comité de política monetária antecipou que as condições para uma subida das taxas de juro poderão estar reunidas daqui a um mês. Mas as opções continuam em aberto