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Maioria das principais bolsas da Europa fecha no vermelho

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Madrid e Milão fecharam esta quarta-feira com perdas perto de 1%. Lisboa encerra em terreno positivo e Atenas lidera com ganhos de mais de 2%. Bolsas de Zurique e Londres foram as únicas, entre as mais importantes praças financeiras, a registar ganhos

Jorge Nascimento Rodrigues

O mercado bolsista na Europa fechou “misto” esta quarta-feira depois de uma madrugada agitada num bairro dos subúrbios de Paris e do risco político ligado ao terrorismo continuar a subir.

A maioria das principais bolsas europeias fecharam em terreno negativo, com os índices MIB de Milão e Ibex 35 de Madrid a liderarem as quedas nas grandes praças com perdas próximas de 1%. Frankfurt e Paris fecharam em terreno negativo, com os índices Cac 40 e Dax a caírem 0,62% e 0,1% respetivamente. O índice das 50 cotadas mais importantes da zona euro, o Eurostoxx 50, perdeu 0,58%, e o índice Eurostoxx para as 600 principais cotadas desceu 0,14%.

Entre as grandes praças financeiras, apenas as bolsas de Zurique e de Londres encerraram com ganhos, com o índice SMI suíço a avançar 0,43% e o índice FTSE 100 londrino a subir 0,16%.

Muitas bolsas de menor dimensão fecharam em terreno positivo, com o índice de Atenas a liderar com um ganho de 2,12%. A Bolsa de Lisboa esteve entre as que registaram ganhos, com o índice PSI 20 a subir 0,78%.

O movimento geral de ganhos nas bolsas europeias que se verificara na terça-feira, com o índice MSCI para as bolsas de 15 países desenvolvidos da Europa a subir 1,89%, não se repetiu hoje. Pelo contrário, caiu 0,14%. O índice MSCI pan-europeu para mais de 200 das principais cotadas registou hoje uma quebra de 0,11%, depois de uma subida de 2,56% no dia anterior.

Na Europa, algumas vozes procuram “desdramatizar” o impacto nos mercados financeiros da vaga terrorista recente. “Não temos indicação nenhuma de qualquer pessimismo económico como resultado dos ataques em Paris”, afirmou esta quarta-feira Yves Mersch, da direção executiva do Banco Central Europeu. Mersch falava na Semana Eurofinanceira em Frankfurt onde criticou as “declarações de desgraça e desolação” que “não se justificam nesta fase”.

As bolsas de Nova Iorque abriram em terreno positivo, com os índices de Wall Street a registarem ganhos superiores a 0,7% e o Nasdaq a subir perto de 1% à hora em que as bolsas europeias fecharam. Por ora, uma trajetória distinta de terça-feira, quando o índice global MSCI para os Estados Unidos fechou a perder 0,14%.

Os mercados financeiros aguardam a divulgação pelas 19h (hora de Portugal) das atas da última reunião da Reserva Federal norte-americana (Fed) realizada em outubro. O observatório da CME para as probabilidades implícitas nos futuros das taxas de juro da Fed aponta para uma subida, de novo, das probabilidades do início do processo de aumento das taxas de juro já na reunião de 16 de dezembro: de 64% no fecho de terça-feira para 68% agora.

  • Com a perceção do risco terrorista a subir, as bolsas na Europa abriram em terreno negativo. O índice PSI 20, da Bolsa de Lisboa, abriu em queda. No mercado secundário da dívida soberana da zona euro, prossegue a trajetória de descida do custo de financiamento. Juros das Obrigações portuguesas a 10 anos descem para 2,55% em dia de leilão de Bilhetes do Tesouro

  • Depois de dois dias consecutivos com ganhos, a região da Ásia Pacífico registou esta quarta-feira perdas nas bolsas chinesas e em Hong Kong, Mumbai, Seul e Taipé. Tóquio fechou ligeiramente em terreno positivo. Fecho das bolsas dos EUA em negativo no dia anterior moderou subidas de quase 2% na Europa. Risco terrorista sobe na Europa