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Bolsas. Tóquio consegue fechar em terreno positivo, mas Xangai regista perdas

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Depois de dois dias consecutivos com ganhos, a região da Ásia Pacífico registou esta quarta-feira perdas nas bolsas chinesas e em Hong Kong, Mumbai, Seul e Taipé. Tóquio fechou ligeiramente em terreno positivo. Fecho das bolsas dos EUA em negativo no dia anterior moderou subidas de quase 2% na Europa. Risco terrorista sobe na Europa

Jorge Nascimento Rodrigues

A bolsa de Tóquio conseguiu fechar esta quarta-feira em terreno positivo muito ligeiro, com o índice Nikkei 225 a ganhar 0,09% e o índice TOPIX a subir 0,03%. Também a bolsa de Sidney encerrou com ganhos de 0,29%.

O restante panorama na Ásia Pacífico foi de perdas. As bolsas nos países de língua chinesa fecharam no vermelho, com os índices das bolsas na China a liderarem as quedas. O índice composto de Xangai perdeu 1,01% e o índice CSI 300 (das 300 principais cotadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen) caiu 1,14%. Nas bolsas chinesas registou-se uma quebra abrupta dos índices na última hora de negociação. O índice A50 recuou 0,37%. O índice de Taiwan perdeu 0,94% e o Hang Seng, na bolsa de Hong Kong, caiu 0,34%.

Também, Seul registou perdas, com o índice KOSPI a recuar 0,04%. O BSE Sensex, da bolsa de Mumbai, perdeu 1,48%.

Globalmente, as bolsas asiáticas perderam 0,27% esta quarta-feira, depois de ganhos de 1,04% no dia anterior. A semana está em terreno negativo, com perdas acumuladas nas três primeiras sessões de 0,52%.

As bolsas asiáticas foram as primeiras a fechar esta quarta-feira, depois das bolsas mundiais terem registado um ganho global de 0,59% na terça-feira, segundo o índice MSCI mundial, impulsionadas pelas subidas na Europa (ganho global de 1,89%), nas economias emergentes (1,32%) e na Ásia Pacífico (1,04%). O fecho nos Estados Unidos “moderou” estas subidas, com um recuo de 0,14% do índice MSCI para o conjunto dos índices norte-americanos. Wall Street fechou mista, com o S&P 500 a perder 0,13% e o Dow Jones 30 a subir ligeiramente 0,03%.

Esta quarta-feira está a ser marcada pelo aumento da perceção do risco terrorista, com a operação policial em Saint-Denis nos subúrbios de Paris e o impacto na terça-feira à noite do cancelamento do jogo de futebol em Hannover, na Alemanha. O consenso dos analistas nos dois primeiros dias da semana apontava para a "resiliência" dos mercados financeiros e para os efeitos "limitados" no "sentimento" dos investidores dos atentados terroristas em Paris na sexta-feira passada, uma análise que se verá se resiste ao comportamento no resto da semana.

Na cimeira da APEC (silga em inglês para Cooperação Económica na Ásia-Pacífico), o presidente chinês Xi Jinping avisou os demais que a economia do seu país estar a sofrer "pressões descendentes consideráveis".

O dia será marcado, também, pela divulgação nos Estados Unidos das atas da última reunião, da Reserva Federal norte-americana a 27 e 28 de outubro.