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Casino da Figueira vai receber apostas a partir de um cêntimo

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As novas máquinas do casino da Figueira da Foz

Voyeur Arts & Video

Amorim Turismo investe quase dois milhões de euros no casino da Figueira da Foz que, em simultâneo, aposta no jogo online

As novas máquinas do casino da Figueira da Foz

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No próximo sábado, 20 de novembro, às 16h, o casino da Figueira da Foz vai abrir ao público com o parque de 'slot machines' renovado, passando a ter 100 máquinas de jogo com tecnologia a três dimensões e preparadas para receber apostas a partir de um cêntimo.

A modernização do casino da Figueira envolveu investimentos de 1,92 milhões de euros da sua concessionária, a Amorim Turismo, e segundo Jorge Armindo, presidente da empresa, prevê-se com esta ação um aumento de 7% nas receitas do próximo ano, face aos 14 milhões de euros previstos no final de 2015.

Jorge Armindo frisa que a Amorim Turismo está a investir no casino da Figueira valores semelhantes ao que esta unidade tem de pagar de contrapartidas mínimas, que este ano deverão chegar aos 2,1 milhões de euros.

As contrapartidas mínimas são impostos extraordinários acrescidos às concessões, que são anualmente acionados quando as sadas de jogo atingem volumes de receitas inferiores aos mínimos contratualizados. O sector dos casinos tem reinvindicado a revisão da lei, uma vez que são os casinos que menos faturam que ficam obrigados a pagar mais impostos: as chamadas contrapartidas mínimas, que se acrescem ao pagamento das concessões.

Além da Figueira da Foz, os casinos mais afetados por estas taxas extraordinárias são os do Algarve e da Póvoa do Varzim. Isentos do pagamento de contrapartidas mínimas, estão os casinos de Lisboa, do Estoril, de Troia e do Funchal.

Dossiê das contrapartidas mínimas fica para o próximo Governo

“No casino Figueira da Foz, vamos investir em produto o mesmo que temos de pagar adicionalmente ao Estado”, faz notar Jorge Armindo. Segundo o líder da Amorim Turismo, que também preside a Associação Portuguesa de Casinos, o dossiê das contrapartidas mínimas, bastante reivindicado pelos casinos e que não teve acolhimento por parte do Executivo de Passos Coelho, “não vai ficar esquecido” e será apresentado ao próximo Governo.

“Temos uma legítima expectativa de que, seja qual for a solução encontrada para o Governo, o tema das contrapartidas mínimas deixe de ser um problema para os casinos portugueses”, salienta Armindo.

Jorge Armindo refere ainda ser “discutível” se alguns jogos da Santa Casa da Misericórdia, como a raspadinha ou o placard, “não são típicos de casinos”, e sustenta que o sector tem de ser aqui mais combativo, mas “não com luvas de boxe”.

“O jogo em Portugal tem crescido muito através da Santa Casa, tem caído é nos casinos. É uma obrigação das empresas tentar alterar esta situação”, sustenta Jorge Armindo.

O casino da Figueira da Foz vai também entrar no jogo on-line, através de investimentos “da mesma ordem” aos que foram avançados nesta remodelação, e neste campo “não podemos deixar de olhar para países de língua portuguesa, temos aqui uma grande janela de oportunidades”, conclui o presidente da Amorim Turismo.