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Bolsas. Ásia fecha no vermelho, escapa China

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A Bolsa de Hong Kong liderou as quedas, mas Tóquio marcou o dia face à queda da economia japonesa em recessão no terceiro trimestre do ano. China recebe a notícia de que o FMI vai integrar a moeda chinesa no cabaz da sua unidade de conta

Jorge Nascimento Rodrigues

A Ásia fechou esta segunda-feira no vermelho em quase todas as suas bolsas, com exceção da China. A maior queda registou-se com o índice Hang Seng, da Bolsa de Hong Kong, que caiu 1,8%, logo seguida dos recuos de 1,53% no índice Kospi de Seul e de 1,04% no índice Nikkei 225 de Tóquio.

Na China, o índice composto der Xangai ganhou 0,73%, o índice CSI 300 subiu 0,48% e o A50 fechou com um avanço muito ligeiro de 0,08%.

No conjunto, o índice bolsista para a Ásia Pacífico recuou mais de 1% esta segunda-feira.

Os mercados bolsistas da Ásia foram os primeiros a fechar depois dos atentados terroristas em Paris na sexta-feira à noite e foram marcados, também, esta segunda-feira pela divulgação da evolução do PIB do terceiro trimestre no Japão.

A economia nipónica entrou tecnicamente em recessão, com dois trimestres consecutivos registando quedas quer em termos homólogos (em relação ao mesmo trimestre do ano anterior) como em cadeia (em relação ao trimestre anterior). O PIB japonês no terceiro trimestre caiu 0,8% em termos homólogos, depois de uma contração de 0,7% no segundo trimestre. Os analistas apontavam para um recuo de 0,2% no terceiro trimestre, muito inferior ao do segundo. Em cadeia, o PIB caiu 0,2% no terceiro trimestre, depois de ter recuado a mesma percentagem no trimestre anterior. No primeiro trimestre do ano, o PIB havia subido 1,1% em relação ao trimestre anterior.

A dinâmica de contração acentuou-se, em vez de abrandar. Trata-se da quinta recessão (dois trimestres seguidos de contração) desde o segundo trimestre de 2008 e da segunda desde que o atual primeiro-ministro Shinzo Abe tomou posse em dezembro de 2012. A inflação desceu para 0% em setembro, depois de ter registado 0,2% no mês anterior. A estimativa de outubro só será divulgada a 26 de novembro.

A China recebeu a notícia no final de sexta-feira passada de que a equipa técnica do Fundo Monetário Internacional recomendou que, na reunião de 30 de novembro, seja decidido integrar a moeda chinesa no “cabaz” de divisas em que se baseia a unidade de conta do Fundo, o direito de saque especial (SDR, no acrónimo em inglês). A inclusão efetiva ocorrerá apenas em setembro de 2016. Por outro lado, as bolsas chinesas aguardam, já esta semana, a 20 de novembro, o reinício das operações de entrada em bolsa (IPO) que haviam sido suspensas aquando da turbulência do verão.