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Bolsas na Europa fecham “mistas”

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Zurique, Milão e Paris fecharam em terreno negativo, ainda que com perdas ligeiras. Resto das importantes praças financeiras europeias encerraram com ganhos. PSI 20 em Lisboa subiu 0,73%. Bolsa de Chipre foi a que registou ganhos mais elevados, de quase 1,5%

Jorge Nascimento Rodrigues

Os analistas financeiros falam de um impacto imediato “limitado” nos mercados financeiros ocidentais dos atentados terroristas em Paris de sexta-feira passada. A Europa fechou "mista" e as bolsas de Nova-Iorque negociavam em terreno positivo, à hora de fecho na Europa.

O índice MSCI para a Europa fechou com um ganho ligeiro de 0,15%, escapando a duas sessões consecutivas no vermelho na semana passada (com perdas acumuladas de 2,46% a 12 e 13 de novembro).

A maior parte das mais importantes bolsas europeias fecharam em terreno positivo, com o índice Eurostoxx 50 (das 50 principais cotadas da zona euro) a ganhar ligeiramente 0,05%. No entanto, fecharam com perdas Zurique, Milão e Paris, entre as grandes praças financeiras da Europa. O índice SMI suíço recuou 0,26%, o FTSE MIB de Milão perdeu 0,14% e o CAC 40 caiu mais ligeiramente, 0,08%. Mas estas três importantes bolsas reduziram significativamente as quedas ao longo do dia. Frankfurt, Londres e Madrid depois de uma abertura, no vermelho, recuperaram.

Mais afetadas: hotelaria, companhias de aviação, agências de viagens e moda

Em Paris, a maior queda no índice CAC 40 registou-se com o grupo hoteleiro Accor (-4,7%) e, entre as quatro maiores quebras nesse índices, encontra-se a Louis Vuitton (sector luxo, -1,4%). No índice global de Paris, a Air France KLM caiu 5,67%. Em Milão, no índice FTSE MIB, a Salvatore Ferragamo (moda) perdeu 4,3%, sendo a segunda maior queda do dia. Em Zurique, no índice SMI, a Swatch foi a terceira maior queda (-1,15%).

Em Londres, no quadro do índice FTSE 100, a agencia de viagens Tui AG liderou as quedas com perdas de 4,06%; o grupo de aviação IAG (incluindo BA, Iberia e Vueling) recuou 2,7%, sendo a segunda maior queda; e registaram-se descidas de 1,9% para o grupo Intercontinental Hotel e 1,2% para o grupo de moda Burberry. Em Frankfurt, no âmbito do índice Dax, a maior queda registou-se com a Lufthansa, que perdeu 2,28%.

Lisboa entre as três maiores subidas; Atenas o pior desempenho

O índice PSI 20 da Bolsa de Lisboa fechou a subir 0,73%, um dos ganhos mais elevados depois do índice de Chipre, que registou um avanço de 1,46%, e do Bel 20, de Bruxelas, que subiu 0,81%. Em terreno negativo, o índice com pior desempenho foi o de Atenas, que fechou a cair 1,34%.

Os mercados bolsistas asiáticos foram os primeiros a fechar esta segunda-feira e registaram globamente perdas de 1,29%, com apenas a China a escapar ao vermelho. A entrada do Japão em recessão técnica no terceiro trimestre afectou o "sentimento" dos investidores na região, segundo os analistas.

A zona euro reentrou em outubro em terreno de inflação positiva (0,1%), depois de ter recaído em inflação negativa em setembro (-0,1%) e face a estimativas preliminares que apontavam para 0% no mês passado. No entanto, a previsão de inflação anual para 2015 é de 0,1%, inferior a 0,4% no ano anterior, pelo que a discussão na próxima reunião do Banco Central Europeu a 3 de dezembro sobre a eficácia da política monetária em curso na zona euro "não se altera nem uma vírgula", como sublinha o analista norte-americano Marc Chandler. Recorde-se que o crescimento do PIB da zona euro abrandou no terceiro trimestre para 0,3% em relação ao trimestre anterior. Observa-se um processo de abrandamento trimestreal desde o início do ano: 0,5% de janeiro a março; 0,4% de abril a junho; 0,3% de julho a setembro.

  • A Bolsa de Hong Kong liderou as quedas, mas Tóquio marcou o dia face à queda da economia japonesa em recessão no terceiro trimestre do ano. China recebe a notícia de que o FMI vai integrar a moeda chinesa no cabaz da sua unidade de conta