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Novo Banco tem de vender seguradora e outras participações

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Novo Banco superou o teste de esforço conduzido pelo BCE no cenário mais provável

José Carlos Carvalho

A curto prazo e para ajudar a suprir as insuficiências de capital detetadas pelo Banco Central Europeu, o Novo Banco tem de vender a seguradora GNB -Vida além de outras participações não estratégicas para a atividade do banco.

O Novo Banco terá de vender a participação que tem na seguradora GNB Vida e outras participações consideradas não estratégicas para a atividade do grupo, aliás como já estava a ser delineado no plano estratégico do banco, depois de ter sido adiada a sua venda.

O Banco de Portugal refere, no comunicado em que dá conta dos resultados dos testes de stresse, que estas vendas e outras medidas de curto prazo incluídas no plano estratégico do banco "complementarão o reforço de fundos próprios que decorrerá do processo de venda da participação acionista detida pelo Fundo de Resolução no Novo Banco".

Acrescenta que "a preparação da nova etapa do processo de venda será iniciada de imediato".

À semelhança do estabelecido para os outros bancos sujeitos a testes de esforço no ano passado, o banco liderado por Eduardo Stock da Cunha terá agora nove meses para realizar vendas que ajudem a melhorar as insuficiências de capital detetadas no cenário adverso (o qual tem por base choques negativos de probabilidade reduzida com impacto sobre variáveis macroeconómicas e financeiras).

Os testes de stresse realizados pelo Banco Central Europeu (BCE) têm como objetivo diagnosticar as insuficiências de capital dos bancos.

A maioria dos 130 bancos sujeitos à supervisão direta do BCE foram alvo destes testes de esforço em outubro de 2014, incluindo os bancos portugueses CGD, BCP e BPI, que segundo a avaliação do supervisor europeu apresentaram níveis de capitalização adequados no cenário de base (tendo em conta a atual evolução da economia). O BPI foi o que obteve o melhor resultado. Neste cenário, o rácio de capital mínimo exigido é de 8%.

Já face ao cenário adverso, mais gravoso e cuja probabilidade tem em conta uma evolução de crise económica mais gravosa e menos provável, o BCP ficou aquém do rácio mínimo exigido de 5,5%. No entanto, não foi necessário reforçar o capital do banco já que este tinha avançado com medidas que permitiram superar as necessidades de capital decorrentes do cenário adverso.