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Wall Street abre no vermelho, Europa afunda-se. Juros da dívida descem

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As bolsas de Nova Iorque abriram esta sexta-feira em terreno negativo depois de uma maré de quedas na Europa lideradas pelas bolsas de Amesterdão e Paris. PSI 20 perde 0,5%. Juros das Obrigações portuguesas a 10 anos descem para 2,74%

Jorge Nascimento Rodrigues

Os índices de Wall Street e do Nasdaq abriram esta sexta-feira em terreno negativo, ainda que com perdas ligeiras, depois de uma sessão de quinta-feira em que cairam 1,4%, segundo o índice MSCI. Os Estados Unidos foram acordados com um número - o índice dos preços no produtor em outubro desceu 0,4% face a previsões de uma subida de 0,2% pelos analistas.

Na Europa a maré de quedas nas bolsas prossegue com os índices AEX de Amesterdão e CAC 40 de Paris a liderarem com perdas superiores a 1% pelas 14h30 (hora de Portugal). O índice PSI 20, da Bolsa de Lisboa, perde, agora, 0,56%.

No mercado secundário da dívida soberana na zona euro, as yields das obrigações dos periféricos estão em queda, com exceção da Grécia. Depois de vários ziguezagues, as yields das Obrigações do Tesouro, a 10 anos, desceram para 2,74% pelas 14h30, cinco pontos base abaixo do fecho de quinta-feira. Portugal aguarda, já depois do fecho dos mercados financeiros na Europa, a comunicação pública da avaliação da notação da dívida portuguesa de longo prazo pela agência de rating canadiana DBRS.

O "sentimento" dos investidores dos mercados bolsistas está marcado pelos avisos à cimeira do G20 deste fim de semana feitos pelo Fundo Monetário Internacional e pelo abrandamento da economia da zona euro no terceiro trimestre, com o crescimento trimestral a abrandar para 0,3%, abaixo de 0,4% no trimestre anterior. Os crescimentos trimestrais de Itália, Holanda e Portugal (estagnação em termos trimestrais) ficaram abaixo das expetativas dos analistas. O comportamento do preço das matérias-primas, com a continuação da sua derrocada, continua a preocupar os investidores.

A expetativa no mercado da dívida soberana da zona euro, e em particular nos periféricos que usufruem do programa de compras de dívida pública pelo Banco Central Europeu, é que a equipa de Mario Draghi amplie os estímulos monetários na reunião de 3 de dezembro.