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Soares dos Santos não vê problema na subida do salário mínimo

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João Lima

CEO da empresa que detém o Pingo Doce, que é uma das maiores empregadoras do país, diz que já paga, em média, "muito acima" do salário mínimo e que aumento para 600 euros nos próximos anos é acomodável para a empresa.

O CEO da Jerónimo Martins, Pedro Soares dos Santos, não vê qualquer problema na subida do salário mínimo nacional para 600 euros nos próximos anos. Em entrevista à Antena1, o gestor da família que detém a cadeia de supermercados Pingo Doce diz, de resto, que esse eventual aumento "não afeta minimamente a empresa", que tem em Portugal cerca de 27 mil trabalhadores.

"O salário mínimo não faz parte do nosso universo. Este aumento não afeta minimamente a companhia", argumenta Pedro Soares dos Santos, explicando que "o salário médio que a Jerónimo Martins paga é muito acima disso, à volta dos 770, 800 euros". "Por isso não vai ser um problema enorme", conclui.

Na mesma entrevista à Antena 1, Pedro Soares dos Santos refere que os portugueses ainda estão a viver "uma situação de grande aperto" em função da desvalorização dos seus rendimentos e que o facto de ainda não conseguirem fazer poupanças faz com que continuem a ter um "consumo muito racional e muito focado". "Não estão a gastar mais do que aquilo que estritamente necessitam", diz.