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E ao sétimo dia a Bolsa não descansa

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A Bolsa portuguesa segue em queda pela sétima sessão consecutiva, embora a perder menos do que algumas pares na Europa. Os bancos e a EDP sobem, a recuperar das perdas dos últimos dias. Os juros da dívida soberana agravam-se

A Bolsa portuguesa segue em queda numa manhã negativa na Europa, enquanto os juros da dívida soberana portuguesa sobem num dia chave em termos de rating.

O índice PSI-20 perde 0,3% com a subida dos bancos e da EDP a não conseguir compensar a queda de outros pesos-pesados da Bolsa, como a Jerónimo Martins e da Galp Energia. O BCP soma 3,2% e o BPI e a EDP avançam mais de 1%.

Os juros da dívida soberana portuguesa agravam-se no dia em que a agência de notação de risco DBRS publica um relatório sobre Portugal. Os analistas não esperam uma descida do rating de Portugal, que poderia colocar o país de fora do programa de apoio do Banco Central Europeu.

A analista principal da DBRS já alertou que no seu relatório sobre Portugal, que será divulgado hoje após o fecho dos mercados europeus, será tida em conta a atual incerteza política no país. O Partido Socialista fechou um acordo com os partidos de esquerda para viabilizar um governo alternativo. O exevutivo de centro-direira foi derrubado no Parlamento. A decisão de nomear um novo governo está nas mãos do Presidente da República.

Os juro das obrigações do tesouro portuguesas a 10 anos seguem próximos do máximo de quatro meses. Subiram um ponto base para 2,78% num dia des descida da maioria das yields da dívida soberana de países da zona euro. Desde as eleições, a taxa de juro da dívida portuguesa a 10 anos subiu 45 pontos base.

"Não se espera uma descida do rating. A DBRS deverá alertar para eventuais mexidas no futuro caso aumente a incerteza em Portugal", diz João Queiroz diretor de negociação da GoBulling.

"E no limite, se descer o rating, haverá sempre uma forma técnica de o Banco Central Europeu continuar a dar suporte a Portugal", frisa.

Portugal tem rating de 'lixo' por parte das três grandes agências de notação de risco, a Moody's, Standard & Poor's e Fitch. A DBRS é a única que mantém um rating de investimento para Portugal.

O anúncio da DBRS será feito após o fecho dos mercados europeus hoje.

Por outro lado, os investidores também aguardam por resultados de testes de stress a bancos europeus, ao todo nove, incluindo o Novo Banco. Serão conhecidos amanhã.

As atenções dos investidores, em geral, continuam muito centradas no mês de dezembro, quando se espera o anúncio de mais medidas de estímulo por parte do BCE e uma subida das taxas de juro nos Estados Unidos.

Bolsas europeias com pior semana desde setembro

As Bolsas europeias deverão registar esta semana a pior das últimas 10 devido à forte queda dos preços das matérias-primas perante perspetivas mais negativas para o crescimento a nível global.

O índice FTSEurofirst 300 recua 0,6%, acumulando uma descida de 2,5% na semana.

Hoje foram divulgados dados sobre o crescimento económico na zona euro, que foi inferior ao previsto no terceiro trimestre, segundo dados oficiais preliminares. O Produto Interno Bruto do conjunto dos 19 países da zona euro cresceu 0,3% face ao segundo trimestre para um aumento de 1,6% em termos homólogos, anunciou o Eurostat.

O crescimento da economia portuguesa abrandou no terceiro trimestre. O Produto Interno Bruto de Portugal registou um crescimento de 1,4% em termos homólogos face a 1,6% no segundo trimestre. Comparando com o trimestre anterior, a economia portuguesa estagnou no terceiro trimestre, segundo a estimativa rápida do Instituto Nacional de Estatística (INE).

O euro sobe 0,6% face à moeda norte-americana para 1,0755 dólares.

O contrato do barril de Brent que expira hoje sobe 1,15% para 44,58 dólares.