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Bolsas. Ásia afunda-se no vermelho

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As bolsas asiáticas fecharam esta sexta-feira com perdas em vésperas da reunião do G20. A bolsa de Hong Kong liderou as quedas

Jorge Nascimento Rodrigues

Depois de duas sessões consecutivas a fechar ligeiramente em terreno positivo, a Ásia Pacífico encerrou a semana com perdas em todas as bolsas da região, com o índice Hang Seng, de Hong Kong, a liderar as quedas com mais de 2%. O fecho no vermelho sucede a uma quinta-feira particularmente penalizadora na Europa e nos Estados Unidos, com as bolsas dos dois lados do Atlântico Norte a perderem 1,4%.

O índice Hang Seng liderou as perdas com uma queda de 2,25%, seguindo-se as descidas do índice ASX 200 de Sidney com uma perda de 1,45% e do índice composto de Xangai com um recuo de 1,43%. Em Tóquio, o índice Nikkei 225 perdeu 0,51% e o índice TOPIX recuou 0,49%. As bolsas de Seul e Taipé fecharam com perdas superiores a 1% e a bolsa de Mumbai, na Índia, que ainda não fechou também negociava em terreno negativo, depois de um dia feriado.

As palavras de Mario Draghi perante o Parlamento Europeu sinalizando a possibilidade do Banco Central Europeu reforçar os estímulos monetários não surtiram qualquer impacto nos mercados bolsistas e a subida para 70% da probabilidade da Reserva Federal norte-americana (Fed) iniciar o processo de subida das suas taxas de juro já na próxima reunião de 16 de dezembro está a influenciar o “sentimento” dos investidores à escala mundial.

O fecho em terreno negativo na Ásia ocorre nas vésperas do G20 se reunir na Turquia entre 14 e 16 de novembro, com o Fundo Monetário Internacional (FMI) a avisar, numa nota que divulgou de preparação para o encontro dos líderes mundiais, que há uma convergência de riscos que está a ter um impacto negativo na economia mundial e que exige ser apreciada no sentido de uma ação coordenada. Os riscos são conhecidos e o FMI não tem cessado de os enumerar: a descida dos preços das matérias-primas e o seu impacto em particular na inflação (alimentando uma pressão desinflacionista ou mesmo deflacionista) e nas economias exportadoras líquidas de commodities, o recuo dos fluxos de capital para as economias emergentes, a volatilidade dos mercados financeiros e os impactos negativos do início provável da subida das taxas de juro pela Fed ainda este ano.

O índice Bloomberg para as matérias-primas registou na quinta-feira o seu ponto mais baixo desde o surgimento da crise financeira global. Desde início de 2015, o índice já caiu 20,3%.

A Agência Internacional de Energia (AIE) alertou esta semana que há potencial para se aprofundar a derrocada dos preços do petróleo pois os sotcks desta commodity atingiram um recorde de quase 3 mil milhões de barris no final dfe setembro. A AIE projeta uma redução diária de 600 mil barris na procura em 2016.

  • As palavras de Mario Draghi tiveram um efeito imediato de descida nos juros mas foi sol de pouca dura para as obrigações portuguesas e espanholas e os prémios de risco e o preço dos cds subiram para as duas dívidas. Maré vermelha nas bolsas europeias e em Wall Street. Bolsas mundiais recuam mais de 1%