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Novo Banco entre os 9 europeus sujeitos a testes de 'stress'

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Sábado, além dos resultados individuais relativos a cada entidade, serão divulgados os resultados agregados com as falhas de capital apuradas

O Novo Banco é um dos nove bancos europeus sujeitos aos testes de 'stress' deste ano do Banco Central Europeu (BCE), que serão divulgados no sábado, com vista a avaliar a capacidade de resistência destas instituições perante uma crise económica e financeira.

O ano passado, a entidade liderada por Mario Draghi levou a cabo testes de resistência, em conjunto com a Autoridade Bancária Europeia, a 130 bancos de 22 países europeus, para avaliar a saúde financeira dos bancos e perceber as falhas de capital, pouco antes de assumir diretamente a supervisão única dos maiores bancos da zona euro.

No entanto, o Novo Banco ficou de fora, uma vez que apenas tinha sido criado em agosto após a resolução que ditou o fim do BES, e ainda não estava completamente fechado o seu balanço.

Já os restantes oito bancos europeus são avaliados este ano porque passaram entretanto a entidades consideradas significativas (o que não eram o ano passado) ou porque o BCE prevê que passem a sê-lo em 2016.

Dos critérios para que os bancos passem a ser supervisionados diretamente pelo BCE estão, entre outros, o valor total dos ativos exceder 30 mil milhões de euros ou 20% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado-Membro em causa. Outro dos critérios é se o banco passar a ser uma das três instituições de crédito de maior importância sistémica num Estado-membro participante.

Assim, além do português Novo Banco, as outras instituições financeiras agora avaliadas são da Bélgica (Banque Degroof), França (Agence Française de Développement), Luxemburgo (J. P. Morgan Bank Luxembourg), Malta (Mediterranean Bank), Áustria (Sberbank Europe e VTB Bank), Eslovénia (Unicredit Banka) e Finlândia (Kuntarahoitus Oyj).

Este sábado, além dos resultados individuais relativos a cada entidade, serão divulgados os resultados agregados com as falhas de capital apuradas.

Entretanto, o BCE já marcou a segunda ronda de testes de stress para 2016, a iniciar em fevereiro e que se estenderá até ao verão, estando prevista a divulgação dos resultados no terceiro trimestre do ano. Nesses testes, nenhuma instituição financeira em Portugal estará sujeita a essas avaliações.

Ao todo, dos 123 bancos sob supervisão direta do BCE, serão abrangidos pelos testes de stress de 2016 53 instituições financeiras, dos quais dez bancos da Alemanha, seis bancos de Espanha ou cinco bancos de Itália.

Segundo um comunicado do BCE de 05 de novembro, existe a hipótese de a Autoridade Bancária Europeia (EBA) fazer um exercício idêntico aos maiores bancos portugueses, mas com "menor complexidade".

"Pela primeira vez, a amostra foi definida de um ponto de vista do Mecanismo Único de Supervisão e não através de uma perspetiva nacional", explicava o comunicado.

O conjunto de 53 bancos que fará os testes de esforço financeiro no próximo ano representa "70% do setor bancário europeu", dos quais 39 são da zona euro.

Na lista, revelada na semana passada, está o Santander, que detém o Santander Totta em Portugal, o Deutsche Bank ou a Société Générale.