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Crédito à habitação desce com Euribor ao nível mais baixo do ano

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Ana Baião

A taxa Euribor a seis meses, utilizada como principal indexante do crédito à habitação em Portugal, fixou-se esta quinta-feira no nível mais baixo do ano com o valor negativo de - 0,011%. Em dezembro, o efeito da prestação da compra de casa baixará nos contratos em que estas taxas negativas têm efeito sobre a redução dos spreads

Sofia Miguel Rosa

Sofia Miguel Rosa

Jornalista infográfica

A prestação da compra de casa vai baixar em dezembro para muitos milhares de portugueses, porque o principal indexante destes financiamentos - a taxa Euribor a seis meses - atingiu o valor mais baixo do ano, e está negativa. Já esta quarta-feira a Euribor a seis meses tinha descido 0,2 pontos base em relação aos valores de terça-feira, fixando-se em -0,006%. Hoje, quinta feira, voltou a descer para -0,011%, o que consolida a entrada da Euribor a seis meses no terreno das taxas negativas.

As taxas Euribor nos prazos de um, três e seis meses estão negativas, sendo estes os principais indexantes para as operações de crédito hipotecário em Portugal.

Só as operações indexadas à Euribor a três meses - que esta quinta-feira caiu para 0,081% - abrangem 675 mil famílias, que beneficiam das reduções das taxas ocorridas ao longo do ano pois são geralmente deduzidas ao spread, o diferencial aditivo negociado com cada cliente.

Nos contratos com taxas indexadas à Euribor a seis meses, geralmente o que os bancos contam é a média de um período mínimo - habitualmente de 30 dias úteis - e só quando o valor médio desse período de referência passar a ser negativo é que os contratos de crédito à habitação deverão beneficiar dos efeitos da Euribor a seis meses negativa.

Segundo especialistas da banca contactados pelo Expresso, é provável que o primeiro mês em que haja o efeito negativo das Euribor a seis meses no crédito à habitação seja dezembro, "e para os contratos que tenhem revisão de taxas em dezembro", explica um dos especialistas.

Também as taxas Euribor a 12 meses caíram, mantendo-se embora em terreno positivo, nos 0,084%.

A queda das taxas Euribor ocorrida esta quinta-feira, resulta do Banco Central Europeu (BCE) ter admitido que teria de avançar com mais estímulos para a economia. As fontes da banca contactadas pelo Expresso esperam que em dezembro a zona euro receba esses novos estímulos do BCE, que já deverão ter efeito durante a época natalícia, "fomentando o consumo e anulando o efeito pernicioso de uma taxa de inflação excessivamente baixa".