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CIP está “muito preocupada com o momento atual” e garante que será “intransigente”

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MIGUEL A. LOPES / Lusa

O acordo de concertação social em vigor até ao fim do ano “é para cumprir, foi negociado e não pode ser adulterado por decretos-lei”, diz ao Expresso o presidente da CIP, António Saraiva

A CIP está "muito preocupada com a atual situação política", diz ao Expresso o presidente do patronato, António Saraiva. "Receio que a concertação social negociada para várias questões decisivas à vida das empresas e dos trabalhadores - entre as quais o salário mínimo é apenas uma das componentes - venha a ser adulterada por decretos-lei, mas se isso acontecer seremos intransigentes", afirma o presidente da Confederação Emoresarial de Portugal (CIP).

O processo de atualização do salário mínimo "é uma questão social muito importante, sendo igualmente decisiva para a vida das empresas, e é por essa razão que tem sido negociada na concertação social, seguindo três parâmetros, designadamente, a produtividade, o crescimento económico e a inflação, e é isso que temos feito, no acordo em vigor até ao fim deste ano", refere António Saraiva.

"Não é admissível que seja quebrada a concertação social, nem que as respetivas negociações possam ser adulteradas por uma posição de força do Parlamento, que produza decretos em sentido contrário à concertação, fixando aumentos do salário mínimo que não resultem de novas negociações em sede de concertação social", reforça o presidente da CIP.

"Não será bom para ninguém se for esvaziada a importância da concertação social", considera António Saraiva, garantindo que "a CIP será intransigente na manutenção do processo de negociação social".