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CGD lucra 3,4 milhões de euros até setembro

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Banco liderado por José de Matos teria tido um prejuízo de 232,6 milhões de euros até setembro de 2014, excluindo a mais-valia com a venda da Caixa Seguros

Nos primeiros nove meses do ano a CGD teve um lucro de 3,4 milhões de euros impulsionado pelo crescimento da margem financeira e beneficiando também da redução do custo de financiamento.

Na realidade com a venda da Caixa Seguros, a CGD encaixou mais valias o que fez com que os resultados do terceiro trimestre de 2014 atingissem os 46,3 milhões euros. Assim sendo, os lucros de 3,4 milhões de euros no terceiro trimestre do corrente ano traduzem uma queda de 92,5, face a igual período de 2014.

Para os lucros agora verificados concorreu ainda o crescimento de 54,4% dos resultados em operações financeiras no período em análise. O produto bancário subiu 17,6%. As provisões e imparidades caíram 15,2%, o que refletiu a melhoria das condições de risco de crédito nos mercados.

O contributo da atividade internacional foi de 84,7 milhões de euros.Os lucros do BNU Macau ascederam a 45,8 milhões de euros, o BCG Espanha contribuiu com 20,4 milhões para os resultados e a Caixa Angola com 19,6 milhões de euros. Já a sucursal da Caixa em França registou lucros de 28,9 milhões contra um prejuízo de 50,4 milhões em igual período de 2014. A operação da Caixa em Espanha que gere os ativos "tóxicos" naquele país e a operação em Cayman registaram um prejuízo de 30 milhões de euros.

O resultado da atividade em Portugal foi negativo mas a CGD não diz em quanto.

No que diz respeito ao crédito concedido e recursos captados em Portugal verificou-se uma descida no crédito de 1,7% e uma subida de 1,3% nos depósitos. O banco público destaca o facto de que o crédito concedido a PME ter registado uma subida de 23% de crédito novo, em paralelo com uma redução de crédito concedido a grandes empresas.

Apesar do aumento dos custos operativos decorrentes da expansão da atividade internacional, o crescimento do produto bancário teve um impato positivo no cost-to-income que baixou de 69,5% em setembro de 2014 para 59,3% no período em análise.