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Bolsas europeias abrem no vermelho e juros da dívida sobem ligeiramente

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Depois de uma quarta-feira registando ganhos, as bolsas europeias abriram esta quinta-feira em terreno negativo. PSI 20 da Bolsa de Lisboa em linha com maré vermelha. Juros das obrigações dos periféricos em trajetória ascendente no arranque da sessão

Jorge Nascimento Rodrigues

As bolsas na Europa abriram esta quinta-feira em terreno negativo, com os índices de Amesterdão, Londres e Paris, três praças importantes, a liderarem as quedas. O PSI 20, da Bolsa de Lisboa, abriu, também, no vermelho. Inverteu-se, por ora, a trajetória de ganhos registada na quarta-feira com o índice MSCI para a Europa a registar uma subida de 0,96%.

Apesar dos ganhos globais de quarta-feira na Europa, recorde-se que as bolsas de Atenas, Viena, Nicósia, Milão e Lisboa encerraram em terreno negativo, com o PSI 20 a fechar a perder 0,13% e o índice geral de Atenas a liderar as quedas com um recuo de 0,64%.

A situação é, no entanto, volátil, podendo a trajetória negativa nas bolsas alterar-se rapidamente. O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, dirige-se à Comissão de Assuntos Económicos e Financeiros do Parlamento Europeu esta manhã e os analistas e investidores estarão atentos às respostas do banqueiro central aos deputados europeus procurando "sinais" sobre o que o banco central poderá decidir na reunião de 3 de dezembro. Draghi deverá, também, abordar a posição do BCE desde 2010 em relação aos designados programas de ajustamento económico dos quatro países globalmente resgatados (Grécia, Irlanda, Portugal e Chipre).

As yields da dívida obrigacionista na zona euro abriram esta quinta-feira com trajetória ascendente no mercado secundário, depois de ontem terem encerrado a descer. As yields das Obrigações do Tesouro português a 10 anos abriram a subir ligeiramente para 2,77%, depois de terem fechado no dia anterior em 2,76%. Mas a trajetória pode inverter-se para as OT e para as obrigações dos restantes periféricos, dada a situação volátil.

A Ásia Pacífico fechou esta quinta-feira registando uma situação "mista", com uma quebra nos índices das bolsas de Xangai e Shenzhen na China (o CSI 300 perdeu 1% e o composto de Xangai recuou 0,48%), da bolsa de Seul (o KOSPI desceu 0,2%) e de um dos índices da bolsa de Tóquio (o TOPIX que caiu 0,11% em contraste com os ganhos muito ligeiros de 0,03% do Nikkei 225), face a subidas nas bolsas de Sidney, Taipé e Hong Kong, com o índice Hang Seng a liderar os ganhos, com uma subida superior a 2,5%. A bolsa de Mumbai esteve fechada em virtude de ser feriado na Índia.

Esta quinta-feira (na parte da tarde da sessão bolsista na Europa) poderá vir a ser marcada pelas intervenções de Janet Yellen (às 15h30, hora de Portugal), presidente da Reserva Federal norte-americana (Fed), e de Stanley Fisher (ao final da tarde em Washington), vice-presidente, na abertura da conferência de dois dias organizada pela Fed sobre "Implementação e Transmissão da Política Monetária no período pós-crise". Os analistas e investidores procurarão "sinais" sobre o sentido das decisões na próxima reunião da Fed a 16 de dezembro.