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Arménio Carlos quer negociar salário mínimo e contrato coletivo

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TIAGO PETINGA / Lusa

Em entrevista à Renascença, o líder da CGTP assume que o acordo assinado entre PS e PCP é “mínimo” e que tudo o resto tem de ser negociado

O salário mínimo nacional é uma questão que tem que ser tratada, além da contratação coletiva, diz Arménio Carlos, líder da CGTP, em entrevista ao programa “Terça à Noite” da Rádio Renascença.

Arménio Carlos “não aceita que um programa do Governo não tenha como objetivo redinamizar todo o processo de negociação da contratação coletiva. Esta questão da contratação coletiva não consta em nenhum documento e tem que constar”.

Nesta entrevista à Renascença, Arménio Carlos assume que o acordo assinado entre PS e PCP é “um acordo mínimo” e que tudo o resto tem que ser negociado caso a caso.

“O acordo é mínimo para salvaguardar o respeito pelas diferenças políticas e ideológicas que existem entre os diversos partidos, porque cada um tem o seu programa. Havia algumas matérias que podiam ser elementos de convergência para assegurar o funcionamento de um Governo. As outras matérias iam-se trabalhando regularmente, de acordo com os interesses de todos para dar resposta aos interesses do país”, refere.

Quanto à CGTP, diz que a central sindical tenciona privilegiar “a negociação bilateral com o Governo” já que, na concertação social, “as confederações patronais adquiriram um conjunto de privilégios durante o período de Governo do PSD e CDS e já deixaram a indicação que não querem perder nem querem ceder uma linha”.

Arménio Carlos, comentando a atual situação política, refere que “a direita está em estado de choque porque perdeu o poder”.