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Consórcio que venceu privatização da TAP admite ficar com posição minoritária

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Pedrosa (à esquerda) e Neeleman (à direita) são os donos privados da TAP

José Carlos Carvalho

Líder do consórcio que garantiu 61% do capital da transportadora portuguesa diz ao “Diário Económico” que está “disponível para conversar” com o PS, caso os socialistas mantenham a intenção de reverter a privatização

O consórcio que venceu a privatização da TAP - a Gateway, dos empresários Humberto Pedrosa e David Neelman - admite ficar com uma posição minoritária na TAP caso um eventual Governo PS mantenha a intenção de reverter o processo de alienação da maioria do capital da transportadora.

Em declarações ao "Diário Económico", Humberto Pedrosa não coloca de parte esse cenário, embora salvaguarde que "ficar minoritário, ou não, vai depender das condições".

O empresário diz que o consórcio está, por isso, "disponível para conversar", embora mantenha a opinião de que "não há condições para o Estado reverter a totalidade da privatização", tendo em conta as condições em que a empresa se encontra. "É a dívida da empresa, é o investimento que é necessário fazer... só se for para fechar", diz Pedrosa ao "DE".

De qualquer forma, Pedrosa diz estar "preparado para tudo". "Analisaremos todos os cenários, incluindo o de poder recorrer para os tribunais de uma eventual revogação do contrato"

Recorde-se que o programa de Governo do PS - e viabilizado pelo PCP e pelo BE - estabelece que um futuro Executivo liderado pelos socialistas "não permitirá que o Estado perca a titularidade sobre a maioria do capital social da TAP, encontrando formas – designadamente através de uma efetiva ação junto das instituições europeias e do mercado de capitais – de capitalizar, modernizar e assegurar o desenvolvimento da empresa, ao serviço dos portugueses e de uma estratégia de afirmação lusófona”.

Ou seja, o PS defende que a maioria do capital da TAP permaneça na esfera do Estado, admitindo recorrer a Bruxelas e a uma eventual dispersão em Bolsa.