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Bolsa fecha em leve queda e juros descem

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O índice PSI-20 fechou esta quarta-feira a cair 0,33% num dia volátil em toda a Europa. Os juros da dívida recuaram depois de na segunda-feira terem atingido o máximo de quatro meses. A pressão alivia nos mercados mas a incerteza política continua a ser um risco aos olhos dos investidores

A Bolsa fechou em queda ligeira numa sessão volátil, em que o índice PSI-20 chegou a estar positivo, e os juros da dívida soberana desceram dos máximos de quatro meses alcançados ontem.

O PSI-20 fechou a perder 0,33% para 5.255,96 pontos enquanto em Londres o FTSE recuou 0,4%, O Ibex 35 em Madrid fechou estável e o alemão Dax e o FTSE MIB em Milão fecharam positivos, com ganhos de 0,2% e 1,5%, respetivamente. Em Atenas, o índice bolsista grego desceu 1,65%.

O Partido Socialista assinou um acordo com partidos de esquerda para viabilizar um governo alternativo ao de centro-direita atualmente em funções.

"Esta mudança de sentimento (em Lisboa) ficou a dever-se, em parte, à tomada de mais-valias de posições curtas nos ativos da praça nacional. As quedas superiores a 10% nalgumas acções tornaram-as igualmente atrativas para compras", afirma Pedro Ricardo Santos, gestor da XTB Portugal.

O Millennium bcp fechou a perder 1,89% para 0,0468 euros e a Jerónimo Martins perdeu 0,93% para 12,84 euros pressionando o PSI-20. A EDP fechou estável e o BPI subiu 1,96% para 1,042 euros.

Os juros da dívida soberana da zona euro recuaram hoje com o reforço de expectativas de mais medidas de estímulo por parte do Banco Central Europeu em dezembro.

As yields da dívida soberana portuguesa a 10 anos recuaram para 2,84% de 2,87% ontem. Mas o diferencial face à dívida espanhola e italiana continua a aumentar, refletindo um risco maior.

Tal como em Lisboa, nas restantes praças europeias a sessão foi volátil.

"A bolsa europeia afunda pela segunda sessão consecutiva, com a probabilidade crescente das taxas de juros aumentarem já no próximo mês de dezembro", adianta.

Nos Estados Unidos, o índice S&P 500 perde 0,23% perante o aproximar de uma esperada subida nas taxas de juro no próximo mês e receios sobre a saúde da economia na China.

As ações da Apple recuaram e arrastaram o sector tecnológico na sequência do Credit Suisse ter dito que a fabricante do iPhone cortou em 10% as suas encomendas de componentes.