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Subida dos juros da dívida portuguesa e queda na Bolsa de Lisboa lideram na Europa

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O índice PSI 20 está a cair mais de 2,8% e os juros das Obrigações do Tesouro português a 10 anos atingem 2,9% no mercado secundário. Subida do prémio de risco da dívida portuguesa destaca-se nos periféricos do euro

Jorge Nascimento Rodrigues

Tendo aberto a sessão desta segunda-feira no mercado secundário a subir para 2,77%, as yields das Obrigações do Tesouro português (OT) a 10 anos registam, pelas 13h30 (hora de Portugal), 2,9%, um nível que já não se verificava desde junho.

Recorde-se que, durante o contágio da crise grega do início do verão, as yields das OT a 10 anos atingiram um máximo do ano, atè à data, de 3,395% durante a sessão de 16 de junho.

Verifica-se, esta segunda-feira, nas yields das OT naquele prazo de referência uma subida de 22 pontos base em relação ao fecho de sexta-feira, a maior entre os periféricos, com as yields das obrigações gregas a subir 15 pontos base para 7,9% e as relativas às obrigações espanholas (OE) a avançar cinco pontos base para perto de 2%. Durante a crise grega do verão, as yields das OE atingiram níveis acima de 2,4% em meados de junho.

As subidas mais elevadas nas OT registam-se esta segunda-feira nos prazos entre 2 a 6 anos. A 5 anos, as yields subiram para 1,6%, estando o máximo deste ano em 2,03%. A 2 anos, as yields subiram para 0,35%, estando o máximo do ano em 0,95%. Os máximos foram atingidos durante a crise grega no verão.

O prémio de risco da dívida portuguesa subiu 23 pontos base para 222 pontos base pelas 13h30, o equivalente a 2,22 pontos percentuais acima do custo de financiamento da dívida alemã de referência. A 7 de julho, o risco subiu para 245 pontos base, o máximo do ano até à data. O prémio de risco da dívida grega já aumentou hoje 16 pontos base e o da dívida espanhola subiu seis pontos base.

A Bolsa de Lisboa continua a liderar as quedas na Europa esta segunda-feira, com o índice PSI 20 a cair 2,8%pelas 13h30. A segunda maior queda verifica-se no índice da bolsa de Chipre, com uma quebra de 1,12%. As principais bolsas europeias estão no vermelho, com exceção de Londres, cujo índice FTSE 100 está praticamente na linha de água. As maiores quedas nas principais praças europeias registam-se para os índices CAC 40, em Paris, SMI, em Zurique, e MIB, em Milão, na ordem dos 0,4%.