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PS quer taxar eletrodomésticos menos eficientes

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O programa de Governo dos socialistas prevê tornar mais cara a aquisição de equipamentos elétricos com a classe energética B ou inferior

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

O programa de Governo do Partido Socialista (PS) aposta na promoção da eficiência energética e, nesse capítulo, prevê a criação de uma taxa para os eletrodomésticos e equipamentos eletrónicos menos eficientes.

O documento, aprovado este sábado pelos socialistas, indica que se o PS for Governo irá “impor um tributo desincentivador da aquisição de eletrodomésticos ou outros equipamentos eletrónicos com classificação energética igual ou inferior a B”.

Esta é uma das várias medidas que o PS propõe para promover menores consumos de energia no país. O programa socialista nota, aliás, que “a energia mais barata é aquela que se poupa”, pelo que o PS pretende promover “uma maior eficiência da Administração Pública, das empresas e dos comportamentos individuais dos cidadãos”.

No que respeita à promoção da eficiência energética, o programa governativo socialista prevê ainda estabelecer na Administração Pública um calendário detalhado de ações ao nível dos edifícios, das frotas e das compras públicas, com informação para cada Ministério.

Outra promessa do PS é a de “instituir metas obrigatórias de iluminação interior na Administração Pública por soluções mais eficientes”, nomeadamente através de luzes LED.

O PS pretende ainda criar um envelope financeiro de 5 milhões de euros por ano para realizar um concurso de eficiência energética no Estado.

Uma outra linha de ação do partido liderado por António Costa é a exploração de “potencialidades da energia cinética do tráfego e das infraestruturas pesadas de transportes, bem como da energia obtida a partir das redes de transporte de água ou dos sistemas de ventilação e arrefecimento existentes em grandes infraestruturas urbandas”.