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“Está o bom aluno da Europa a tornar-se mau?”

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IAN LANGSDON / EPA

Os analistas do Royal Bank of Scotland analisam a reviravolta política em Portugal. Antecipam que o futuro pode reservar uma maior incerteza política e também um agravamento do custo da dívida. Bem como um abrandamento do processo de venda do Novo Banco

O Royal Bank of Scotland (RBS) avisa que os riscos políticos em Portugal estão a subir e que o futuro poderá ser marcado por uma maior incerteza política e um agravamento dos custos da dívida.

Numa análise de hoje, os analistas do RBS questionam: "está o bom aluno da Europa a tornar-se mau"?

"Até agora, ao contrário da Grécia, Portugal tem sido imune a políticas radicais e dissidentes fortes. Mas hoje, os riscos políticos estão a subir", afirmam na mesma nota.

E antecipam que o futuro do país será marcado por "incerteza política e um alargamento dos spreads da dívida".

Frisam que o Partido Socialista (PS) planeia cortes de impostos e reposição de cortes nos salários. "Há pressão significativa dos partidos de esquerda".

O PS acordou com o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista um programa para poder formar Governo com apoio daqueles partidos. O atual governo PSD/CDS está neste momento a apresentar o seu programa no Parlamento mas este deverá ser alvo de moções de rejeição.

"Estamos neutros em relação a Portugal face a Espanha e Itália. Os spreads podem alargar ainda mais se Portugal tiver novas eleições no próximo ano", afirmam.

Lembram que Portugal ainda não enviou o seu Orçamento do Estado a Bruxelas. "É simbólico do impasse político e pensamos que uma incerteza política mais profunda pode prejudicar o progresso de reformas no futuro e potencialmente abrandar o processo de venda do Novo Banco".