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Bolsa de Lisboa fecha com 3ª maior queda do ano e lidera descidas na Europa

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O índice PSI 20, da Bolsa de Lisboa, fechou a sessão desta segunda-feira com uma descida de 4,05%, a terceira maior do ano depois das quedas de 5,8% em 24 de agosto e 5,22% em 29 de junho. Europa fecha no vermelho com as bolsas de Milão, Nicósia e Frankfurt a liderar quedas superiores a 1,5%. Wall Street no vermelho com perdas superiores a 1%

Jorge Nascimento Rodrigues

O índice PSI 20 da Bolsa de Lisboa fechou esta segunda-feira a afundar-se 4,05%, a terceira maior queda do ano, depois das descidas de 5,8% a 24 de agosto e 5,2% a 29 de junho. A 6 de julho, aquele índice descera 3,81%.

A quebra de hoje na Bolsa de Lisboa foi a maior descida nas bolsas europeias que foram assoladas esta segunda-feira por uma maré vermelha, com duas das principais bolsas a fecharem com os seus índices principais a cair mais de 1,5%, o MIB da Bolsa de Milão (caiu 1,88%) e o Dax de Frankfurt (registou perdas de 1,57%). O índice da Bolsa de Chipre registou a terceira maior queda na Europa, depois de Lisboa e Milão. O índice Eurostoxx 50 – das 50 principais cotadas na zona euro – caiu 1,44%. Entre outras quedas diárias acima de 1% registem-se as do índice CAC 40, de Paris, do Ibex 35, de Madrid, do SMI, de Zurique, e do AEX, de Amesterdão.

No conjunto, as bolsas europeias perderam 1,06% esta segunda-feira, segundo o índice MSCI para a região. Em contraste, a Ásia, nesta primeira sessão da semana, registou ganhos ligeiros de 0,03%, graças às subidas das bolsas chinesas e nipónica.

Wall Street está a cair mais de 1%, com o índice Dow Jones a perder 1,18% e o S&P 500 a descer 1,26%. O Nasdaq recua 1,32%.

Esta segunda-feira foi marcada na Europa por três factos. O Eurogrupo reuniu-se em Bruxelas mas não chegou ainda a um acordo para desembolsar a Atenas a subtranche de 2 mil milhões de euros no âmbito do terceiro resgate à Grécia. Em Portugal, na Assembleia da República iniciou-se a discussão do programa do atual governo de coligação que será sujeito na terça-feira a uma votação de quatro moções de rejeição. No Parlamento catalão foi aprovada uma resolução por 72 votos a favor e 65 contra no sentido de ser lançado um processo de secessão do estado espanhol com o objetivo de proclamar a independência da Catalunha em 2017.

Os mercados financeiros continuam a ser marcados pela perspetiva de que a Reserva Federal norte-americana (Fed), o banco central dos EUA, iniciará um processo de subida das taxas de juro ainda este ano. As probabilidades de que isso suceda já a 16 de dezembro registavam esta tarde 68%, segundo o observatório da CME para os futuros das taxas de juro da Fed. Na sexta-feira passada haviam fechado em 70%. A 30 de outubro estavam em 47%. O início de novembro marcou uma alteração significativa destas probabilidades.

  • O índice PSI-20 cai 3,5% com a banca entre os setores mais castigados. Os juros da dívida soberana disparam. A incerteza política afasta os investidores que temem um país paralisado e um eventual atraso na esperada melhoria da opinião das agências de rating sobre Portugal