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Unicer. Greve de uma hora contra despedimentos

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Os trabalhadores da Unicer aprovaram uma greve de uma hora por turno contra o despedimento de 140 funcionários

Os trabalhadores da Unicer aprovaram quarta-feira em plenário realizar uma greve de uma hora em cada turno como forma de protesto contra o encerramento da fábrica de Santarém e o despedimento de um total de 140 funcionários. A intenção é a greve ser cumprida já na próxima semana.

A decisão de avançar para a greve parcial, aprovada na unidade de Leça do Balio, em Matosinhos, será levada aos plenários agendados para esta quinta-feira nas outras bases da Unicer.

O coordenador do sindicato do sector, Fernando Rodrigues, diz que os trabalhadores “não aceitam qualquer tipo de despedimento” Por isso, avançam com uma hora de greve, mas a luta pode endurecer “se as pretensões dos trabalhadores não forem atendidas”. A moção aprovada diz que “nenhuma ação de protesto” será descartada.

A Unicer anunciou o encerramento da unidade de Santarém e a dispensa de um total de 140 trabalhadores.

A cervejeira realça, em comunicado estar “empenhada, desde que tomou a decisão, em encontrar uma solução que minimize o impacto das medidas anunciadas junto dos trabalhadores”, pelo que irá assegurar a empregabilidade para metade dos 70 colaboradores afetos a Santarém através de 25 vagas na empresa Font Salem (ex- Cintra) e 10 em mobilidade interna. O despedimento afetará, assim, 105 pessoas, privilegiando a Unicer “soluções individualmente acordadas”.Apesar de difícil, a decisão “é indispensável para garantir a sustentabilidade da empresa”, diz a Unicer.

Mas, na visão do sindicato tal medida “não satisfaz os trabalhadores”, apelando a que não aceitem “qualquer tipo de negócio com o seu posto de trabalho”. A Comissão de Trabalhadores (CT) da unidade de Leça do Balio nota que os 25 funcionários transferidas para a Font Salem “terão direito a salários que essa empresa pratica, com diferenças acentuadas relativamente aos valores da Unicer”. Segundo a CT, não faz sentido fechar a base de Santarém “porque dá lucro”.