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Previsões de outono. Bruxelas fala em défice de 3% e alerta para os efeitos da incerteza política

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Pierre Moscovici, comissário europeu para os Assuntos Económicos, apresentou em Bruxelas os números das previsões de outono da Comissão Europeia

YVES HERMAN / Reuters

A Comissão Europeia voltou a rever em baixo o défice para 2015. Mas o valor - que é agora de 3% do PIB - continua acima dos 2,7% previstos pelo Governo e está mesmo em cima da linha vermelha do défice excessivo. Bruxelas alerta ainda para a possibilidade de um longo período de incerteza política poder prejudicar a confiança de consumidores e empresas

Nas previsões económicas de outono divulgadas esta quinta-feira de manhã, Bruxelas diz que a economia portuguesa continua a consolidar-se graças, principalmente, ao consumo interno, e com uma ajuda cada vez mais diminuta da procura externa.

A Comissão Europeia reviu ligeiramente em alta o crescimento económico para este ano (de 1,6 para 1,7%) mas cortou o do próximo (de 1,8% para 1,7%). Alerta ainda para o impacto negativo que pode vir a ter um longo período incerteza política.

Quanto ao défice, Bruxelas continua a não acreditar na previsão do Governo português de 2,7% do Produto interno Bruto para 2015, e fala agora em 3%.

O valor até baixou em relação às estimativas de primavera, mas ao mesmo tempo que baixou a previsão do défice para este ano a Comissão subiu a de 2016, de 2,8 para 2,9% do PIB.

Bruxelas está também mais pessimista em relação ao défice estrutural e à dívida portuguesa que foi revista em alta para este ano e para 2016.

Já no que diz respeito ao desemprego, há algum otimismo. As previsões divulgadas esta manhã falam em descida para 12% este ano e 11% no próximo.

No documento, é ainda recordado que Portugal não entregou qualquer esboço de Orçamento para 2016 e que, por isso, os cálculos assumem que não haverá alterações de políticas.